Começa como uma balada. Acaba em apocalíptico hard-rock. Primeiro romance, depois matança. Mas é uma grandessíssima canção de uns ingleses marados que davam pelo nome de Led Zeppelin. Robert Plant cantava com voz e cabelos, Jimmy Page desunhava-se no (talvez) mais mítico solo de guitarra da história do rock. À canção, tocaram-na de todas as maneiras e feitios. Ninguém melhor do que os autores. Mas gosto muito do “tribute” irónico, desconstrutivo, desarmante, que Frank Zappa lhe dedicou. De Zeppelin a Zappa, estamos a falar de gente séria, com escadinha para o paraíso.
















Pois se houvesse uma stairway to hell, plasmava-a já aqui para o Manuel Fonseca descer cada degrau até chegar onde deve estar quem não escreve heróis e vilões!
Mas que realíssimo mau feitio. Vai-se a ver e até o Frank Zappa era mais cordato.
Ah, mas prometo que escrevo e que vou tentar não desmerecer do desafio, estimada e Sardenta Princesa.
O que eu gosto desta música! Such a lovely time I had, listening to both versions! Não conhecia a versão do Zappa e também gostei. Mas os Zeppelin still rule …Thks Manuel Stairway Fonseca … :)
Manuel: assisti ao último concerto do Zappa em Madrid, algures nos finais de 80, cheio de metais em palco, e tocaram isto, bem como um inimaginável Bolero de Ravel que a dada altura parecia tocado por uma orquestra de bêbados muito bêbados. Coisa apocalíptica!
Obrigada também pela versão do Zappa. Por volta dos meus 15 anos, todas as bandas do colégio tocavam esta canção, que era quase que um hino para uma geração de pós hippies. Foi quando começamos a descobrir que a Flower Power estava muito mais próxima de uma Stairway to Heaven do que da realidade.
Manuel, meu querido Manuel, o que eu gostava desta música. Tocava umas partes dela, bebia as outras… Agora, no entanto, pareceu-me velhinha. Já a versão do Frank Zappa, que eu não conhecia, ouvi-a toda, inteirinha, e ainda vou ouvi-la outra vez. Até os pés batiam no chão e a cabeça abanava com o corpo que balançava para trás e para a frente, aqui, sentado, em frente ao computrador. Extraordinário. Obrigado!