
Tinha dito aqui, após aturada e científica investigação, que os falantes de língua inglesa utilizam hoje cinco vezes mais palavras do que as utilizadas por Shakespeare para escrever o sombrio Hamlet. O aperto lexical não obstou, é claro, (e como diria qualquer presidente da república) à grandeza imortal de Shakespeare. Aliás, fazendo justiça ao homem de Stratford Upon Avon deve dizer-se que foi ele o primeiro a usar, na escrita, pelo menos as seguintes palavras: bog, bump, assassination, hurry, lovely e dwindle.
Com o que nelas há de pantanoso, de choque e confronto, de sangue a correr, de descontrolado alvoroço e amoroso intermezzo, de final dissipação, será que alguém precisa de mais do que seis palavras para escrever uma tragédia?

















Lovely is such a lovely word que a uso sempre que posso, normalmente a total despropósito, no meio de outras, em português … Gosto mesmo.