Claro que as nossas furiosas erínias vão dizer que isto são «nojices». Mas não são. A fotografia que hoje aqui trago congelou um instante distante. Era Paris e era 1860. O propósito, ao contrário do que aquelas mentes tortuosas imaginam, era inequivocamente científico. A foto faz parte de uma série mais ampla sobre um paciente hermafrodita e foi encomendada pelos Dres. Armand Trousseau e Jules-Germain Maisonneuve. Passou à história como um dos primeiros exemplos da utilização da fotografia para fins médicos. O autor? Gaspard-Félix Tournachon de que já falei aqui.

Hermaphrodite, Paris, 1860. Nadar.

















Vejo que o seu mal, PEDRO EMANUEL, é ser afinal tão influenciável …
Bastou ler o post alegadamente literário e cultural do Manuel Fonseca, todo ele pejado de Sugestivas, nada Subreptícias ou Subliminares, mas sempre Salacious Safadezas — em especial a linha 10 do mesmo — e prontos! Corre a postar ISTO … Francamente! E eu que contava consigo para ajudar e orientar o Vasco …
Embora eu não veja absolutamente nada de nojento ou ofensivo na anatomia humana, desconfio tb das possíveis interpretações deste post. Afinal são muitas as mentes tortusoas…
O que o bom do Felix fazia para ganhar a vida…
Estaria, Pedro Norton, impressionadíssima consigo por saber que sabe aquilo que sou e o que, tortuosa, imagino de perversos propósitos.. estaria, não fora este factozinho de somenos importância, uma das facetas da linda projecção: méconnaissance, ie, um modo de recusa em reconhecer em si mesmo o que se reconhece nos outros, não porque os outros sejam, mas porque se é — erínio, tortuoso, lailailai é você!
prontos, prontos. E não há quem, méconnaisant, projecte projecções nos outros?
O projeccionista! No cinema.