
Hoje sou onda do mar.
Ontem era apenas água
De tristeza derramada
No fundo de um qualquer mar.
Tristeza de água chorada,
Diluída, abandonada
No choro do seu chorar.
Ontem era apenas água.
Hoje sou onda do mar.

Hoje sou onda do mar.
Ontem era apenas água
De tristeza derramada
No fundo de um qualquer mar.
Tristeza de água chorada,
Diluída, abandonada
No choro do seu chorar.
Ontem era apenas água.
Hoje sou onda do mar.














Que bonito, tem harmonia de bossa nova.
Obrigado, Eugénia. Tem graça, que agora li com sotaque brasileiro e ficou de facto diferente.
É tão clara a onda que suas águas respingam por além mar, com cheiro de maresia.
Só posso repetir Bukowski: “Um bom poema pode fazer a morte/ Derreter feito manteiga” ou ainda “um bom poeta pode fazer uma alma despedaçada voar”. E você me fez mais leve o coração…
[…] http://www.etudogentemorta.com/2010/03/hoje-sou-onda-do-mar/Desenterremos os mortos se queremos cuidar dos vivos. É Tudo Gente Morta é um blogue. A vaga ideia […]
Turmalina, conseguiu cheirar a onda que ontem senti. Que bom.
Borboletanosolhos, obrigado. É tão bom ter o coração leve.
Sabe Gonçalo, embora eu adore o mar, moro um pouco longe dele, coisa de uns 200km…então é fácil fechar os olhos, ouvir suas ondas e sentir seu cheiro.E o mar costuma levar e trazer sentimentos, daqueles mais profundos.
Pois é. Por isso é que os psicólogos pensam que o mar nos remete para a nossa mãe. É sítio de memória funda, densa, indistinta, sem conceito. Memória que não se dá como objecto ao pensamento, mas que subjaz a tudo o que pensamos. É mãe. Confunde-se connosco. Protege-nos, acolhe-nos, afoga-nos. Por isso se cheira, mais do que se vê.