De que é gostamos quando gostamos?

Há coisas de que, sem esforço, gostamos. Por unanimidade e aclamação. Gostamos mesmo. Do lindo sol, do sabor fresco da cerveja ao pé do mar, da espumosa exuberância do champagne, de deitarmos a cabeça entre as amadas coxas. Vivemos para isso, a pensar nisso. Sabemos que é aqui e nesse aqui que reside a felicidade.
Então, porque é que nos comove tanto que se cante assim, mesmo quando o que assim se canta é a nostalgia de um tempo só de heroísmo e sacrifício?!

Ou porque é que tanto nos exalta e alvoroça o ritmo das botas que marcham, a imponência dos exércitos em parada, da patriótica multidão unida em torno de coisa quase nenhuma?!


Comentários a “De que é gostamos quando gostamos?” (4)

  1. Pedro Norton diz:

    Olha, olha. O Sr. Fonseca não me deixa «postar» raios x’s e depois vem p’raí com conversas de cabeças entre coxas. tá bem tá.

  2. Gonçalo Pistacchini Moita diz:

    Pois é Pedro. Também reparei. E o pior é que parece que deita a cabeça entre as amadas coxas, no meio da praia, com uma cerveja numa mão e uma flute na outra. Onde é que isto vai parar!

  3. Luciana diz:

    Perdoem a intromissão, mas foi irresistível comentar, além de tudo o sagaz autor parece superar a badalada dicotomia faça amor, não faça guerra…

  4. Manuel S. Fonseca diz:

    Ó Mr. Norton tire lá o rabinho de entre as pernas e desate a escrever posts, ou já não se lembra de ter assinado contrato de melhor animador deste cemitério?
    E é claro que quem tem razão, my dear Gonçalo, é Miss Luciana: há que superar dicotomias, se for preciso a 4 mãos.

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