
Faz hoje 35 anos. No dia 11 de Março de 1975, Portugal, que então vivia tudo sem espanto, assistiu a um golpe de estado que nacionalizou quase todos os grandes grupos económicos. Banca, seguros, transportes e o diabo a quatro que é o que mais e melhor move o êmbolo do capital. Escapou o SLB!
Passo a vida a ouvir elogios a ardentes e vibrantes visionários. Acabo invariavelmente, e dez anos depois, a descobrir o obscuro estampanço das luminárias.
Decidi jogar à defesa: visionários são os que, 30 anos depois, descobrimos que tinham razão. É, por isso, de elementar justiça saudar os visionários do 11 de Março. Se não fosse o que, então, passou por incompreendido assalto, expliquem-me o que é que hoje, a 11 de Março de 2010, o Estado teria para vender e dar gás ao PEC?
Aquela malta que se vê na foto acima, no Terreiro do Paço, sabia que estava a trabalhar para o futuro! Haja alguém que reconheça, retrospectivamente, a centelha de futuro (e de inominável liberalismo) que atravessou a mente dos nossos truculentos revolucionários de 75. O ministro Teixeira dos Santos, devoto e obrigado, antes de todos.
















