Edward Hooper, Rooms By The Sea, 1951
Teu Nome
o que diz a palavra à palavra
o que diz o teu nome
o que declina sílaba a sílaba
a sibila e lê minha sorte
e depois some
submersa no oceano
a distância sem fim
que nos separa
toca a areia fina
os pés de alga
como se apara
no gesto de espanto
o nome, as exatas sílabas, a iara
que tanto mais cobre
de água o que antes
era seco como passa
alva duna em semi-lua
óxido sobre cobre
se diz o teu nome
o teu nome só diz
pelas correntes
do mar oceano
e repete e rediz
mas nunca se descobre
o nome que me guiava
entre bredos de praia
escamas de camurupim
mercearia em cintra
pátios de gaudí
canoa em camocim
letra ao giz sobre lousa verde
o teu nome
o teu nome de guerra
que antes era:
* * *

















Que poesia linda…que passeia por lugares tão diferentes.
sim, por lugares tão diferentes. e sinto-me privilegiado com sua leitura. pois você não me abandona em nenhum desses lugares. e é sempre bom receber um sinal de volta. a mensagem na garrafa. e vc, t., é a que está sempre a enviar este sinal.
muito grato.
abraços
O privilégio aqui acho que é meu :o)