O Carnaval português, feito de coxas muito gordas, pele de galinha, criancinhas pintadas de fada e artistas de novela em saldo, deprime-me profundamente. Mais ainda do que a obrigação de me divertir muito, muito, na passagem de ano. Se pudesse mascarar-me de Sócrates por um dia, proibia todos os festejos e declarava um recolher obrigatório de três dias em Ovar, Torres e Loulé. Como não mando nem em minha casa, fujo para o Alto Minho e espero que a coisa passe. Volto já.
















