Este blog descambou. Outra vez. Regressaram os raios X. De todos os lados surgem mulheres em roupa interior. Por enquanto, temo bem. Hoje, só hoje, dois posts exibem the F— Word (um deles com florzinhas e bolinhas, eu sei, mas que lá está, lá está)!
A culpa, já se sabe, é dos do costume — Pedro Norton, Vasco, Pedro Marta Santos. Mas, valha-nos Deus, desta vez temos uma estreia – o Diogo! Com estes lindos exemplos, tremo só de pensar no que estará o Francisco a preparar lá em Boston. E admito como altamente provável que o Gonçalo, o José Navarro, o Ruy e o próprio Manuel se deixem perniciosamente influenciar.
Isto não se aguenta. Não pode ser. É preciso repreender esta rapaziada. Ralhar-lhes. Chamá-los à razão. Ríspida e severamente.
Ora, para isso, nada melhor do que a utilização conjunta do primeiro e do segundo nomes próprios. Todos nós, os que fomos baptizados ao quadrado, poderemos narrar a amarga e reiterada experiência de, sempre que a coisa dava para o torto, em casa e na escola, levar com aquele sibilino binómio, que invariavelmente prenunciava sarilhos…
E é aqui que começa o problema. Tirando o Vasco que, para este efeito, é também Luís, e Manuel, que tem o adequado Sucedâneo que é o S, todos os demais rapazes deste blog, tanto quanto consegui apurar, não têm segundo nome. O que cria um tremendo problema prático, para além de gerar uma iníqua desigualdade entre estes últimos que – julgam eles – estão safos e os outros dois, coitados, se situam na primeira linha do raspanete.
Para grandes males, grandes remédios. Sendo o problema colectivo, também a solução o será. Por isso, e ante a excepcional gravidade da situação que se vive neste blog decidi que (e estou certa de que a Eugénia e a Teresa me apoiarão):
1 –Todos os rapazes deste blog (excepto o Vasco e o Manuel) passem, a partir da publicação deste post, a ter como segundo nome Manuel, designadamente para o efeito de serem admoestados.
2 – Caso algum dos visados, tenha segundo nome de que possa fazer prova adequada e pretenda utilizá-lo, pode apresentar requerimento nesse sentido, junto deste post, o qual será apreciado e decidido pela Eugénia, pela Teresa ou por mim.
3 — Fora do caso previsto em 2, não será admitido qualquer outro segundo nome.
Posto isto, direi apenas
PEDRO MANUEL, VASCO LUÍS, PEDRO MANUEL, DIOGO MANUEL …
ISTO FAZ-SE? ACHAM BEM? SEUS MAUS!!!
Há que reconhecer, faz logo toda a diferença …

















Minha cara Joana, de todos os Gonçalos da minha família, que são muitos, sou o único que sou só Gonçalo. Todos os outros têm como nome próprio Gonçalo Cristóvão. De maneira que, se não se importa, Joana Maria, quando me quiser ralhar pode chamar-me Gonçalo Cristóvão.
DEFERIDO, nos termos do n.º 2 supra e pelos fundamentos que seguem:
1 — Os motivos familiares e consuetudinários invocados justificam a aplicação analógica da opção Cristóvão ao requerente GPM
2 — O nome Cristóvão afigura-se, além do mais, especialmente adequado para admoestar
Ass. JV
Logo me pareceu que algo havia de sobrar para o “Sirénico” Manuel, como se já não chegasse carregar o plásmico, penitente e peregrino “S”.
Um dia destes vou requerer o upgrade do plural “Santo” Manuel para o vosso altarl…
Estimado Orcama, caso não tenha percebido — fiquei com ideia de que não — está também abrangido, enquanto membro de pleno direito deste descambado cemitério (MSF dixit as duas coisas), pela regra supra estabelecida.
Por isso, pise o risco pise e leva, como os outros com um Orcama Manuel a bold…
Mas afinal isso tem o seu quê de familiar. Maria, penso ser o feminino de Manuel, será?
Comigo só valem acrónimos ou anagramas. Assim poderá considerar Orcamanuel ou Orcama Leunam caríssima Jomava?
Orcama, nem pense! Isto é assunto sério! E requer dois nomes próprios, por isso me dei ao trabalho de legislar sobre o tema!
Se isto era um requerimento, está indeferido!
Fica Orcama Manuel sempre que se portar mal. A menos que arranje uma solução conforme com as regras supra definidas e que eu aprove, claro!
Joana, tem toda a razão. O blog voltou a descambar. Haja decoro. Aceita-se alta pornografia desde que escrita à Sade ou com a violência iconoclasta de um Lautréamont. Menos do que isso é paleio de meninos rabinos. Dê-lhes um bom raspanete e obrigue cada um dos faltosos a escrever ensaios dignificantes sobre: a) a mónada leibniziana; b) oxímoros pessoanos; c) as máquinas desejantes em deleuze.
Manuel, agradeço desvanecida o seu pronto e incondicional apoio. Porventura não convergiremos inteiramente num ou noutro ponto, mas isso é por ora irrelevante.
Parecem-me muito boas as sugestões de ensaios: primeiro porque enquanto a rapaziada os escreve, não posta coisas graficamente menos próprias, segundo porque uma vez escritos, serão tão maçadores que ninguém os vai ler, pelo que eventuais torpezas lá incluídas passarão em larga medidas despercebidas.
Remeto para a sua Sábia e Soberana Sabedoria a distribuição dos mesmos pelos prevaricadores. Apenas me atrevo a sugerir que estabeleça limites quanto às ilustrações e fotos que os venham a acompanhar .…
Claro que tem todo o meu apoio, Joana. Já tinha decidido fazer como no recreio muito crescido do liceu se fazia aos rapazes que se portavam mal, mal, mal: ignorá-los. Para não fazer pior. O que também poderia acontecer, in extremis. Mas apoio-a. Desde que não me faça falar.
Obrigada Eugénia, eu sabia que podia contar consigo. Não tem que falar, nem eu falarei — o que seria pormo-nos a comentar tamanhas aleivosias…? Trata-se apenas de criar uma possibilidade de mais adequadamente expressarmos os nossos veementes protestos e repúdio, quando disso seja caso…
Sabe que mais, Joana? Tenho dois Manueis para cima e um para baixo. Fui Pedro ao engano. A ordem cósmica fica assim restablecida com o seu castigo.
Fico feliz, Pedro Manuel. A aceitação da pena constitui, é sabido, um passo decisivo no sentido da reabilitação. No seu caso, e por via da integração da mesma numa cósmica harmonia, eu arriscaria mesmo antever a plena redenção. Há que ter muita fé no Manuel.