
Voyeur, gosto do hiper-realismo dela. Geneviève van der Wielen, pintora de Liége, já foi comparada a Balthus. Outros invocaram o nome passe-partout de Fellini. Com lusitano pundonor, poderíamos talvez falar de Paula Rego.
Gosto da audácia sem escola que cada um dos quadros revela. Van der Wielen pinta um mundo de mulheres, muito jovens, às vezes teenagers, outras meia-idade, todas com uma cara muito semelhante. Dizem, não a conheço nem de fotografia, que cada uma das personagens é o espelho da própria Geneviève.
Tem um gosto narrativo, provocatório, post-feminista diriam as meninas mais sabidas. Uma narrativa bem humorada a tentar espantar dramas.
Para além de “La Famille Heureuse” acima, não resisto a copiar este almoço “dans l’herbe” que doutro almoço se alimenta.

E só por pudor acrescento “Le Missel”.


















O (des)pudorado “Le Missel” (missal?!…), parece-me toda uma doutrina… Variação em torno de certo tema (como o Boléro de Ravel) que já vi por aqui postado por este mesmo Autor.
Agora a inocente criancinha de pose estática, olhar retorcido e nervosas mãos, o que dizer?
Pois é Orcama. E os olhinhos dele, coitado, tentando espreitar sem se mexer?
MSF, e aquele da rapariga com o coração negro? Gosto.
Ao ler os últimos posts do Manuel S.Fonseca, “Vestido de Seda”, “Stiletto”, “Pudor”, ocorreu-me como seria se cada um dos queridos mortos postasse sobre um pecado mortal? A cada um o seu pecado, cinco ficavam incólumes? Por certo coisa rica saía!
Que boa ideia! Que coisa bem pensada, nini. Vou rever os pecados destes rapazes todos. As meninas e eu com elas não temos nem um. Somos santas. Santíssimas. Beijinhos em nós.
Nini. desde que deixem a preguiça para mim!!! Imagino que haverá violento combate entre o PN e a EV pela luxúria. Oferecia já a gula à TC que tem feito aquelas magníficas reportagens gastronómicas na SIC. A vaidade, só por razões cinéfilas, assenta bem ao PMS (e nele não é pecado). Não há, mas não há mesmo, ninguém para fazer a inveja. Mas lá que é uma grande ideia, isso é! Está lançado o desafio à assembleia de autores. Será que vamos deixar mal Nini?
Orcama e Gonçalo, partilho perplexidade e coitadinhos dos meus olhos com o Le Missel. Eugénia, gosta?! Eu, do coração negro, tanto. Faça um post com a imagem, está bem?
Primeiro lailailai e a luxúria — que pode ficar inteirinha para o PN -, e agora “faça um post”… Pois faço, mas é com outro, aquele do coração trespassado por um punhal: espero que seja o seu!
Nini que excelente ideia!
Mas, pensando bem, Eugénia, não acha que seria mais, digamos, estimulante para a rapaziada (e divertido para nós) pô-los a escrever sobre virtudes?
MSF, que lhe parece? Podia ser o primeiro a escolher e até fazer o casting das restantes virtudes … Por qual se tenta? Castidade? Generosidade? Temperança? Diligência? Paciência? Caridade? Humildade?
Ó Joana, virtudes? Eles?! Só se forem acidentais.
Comungo dessa sua suspeita. Mas, Eugénia, quem sabe se eles não nos surpreendem? Podem, no limite, demonstrar-nos que algumas das apregoadas virtudes na realidade não o são … Os vícios são tão mais previsíveis …
Joana, escolho sim: nos pecados a preguiça, nas virtudes a castidade. Não me atrevo a fazer o casting, a não ser achar que a Generosidade ficaria bem entregue ao Gonçalo e a Paciência ao Francisco. Ah, talvez a Diligência ao Diogo, a Temperança ao PN, a Humildade ao JNA e a Caridade ao Vasco. Lá ficam o Ruy e o PMS a arder…
EV, não seja mais cruel que a pintora de Liège!!!
Manuel Fonseca, só me diz barbaridades: cuide do corpo que a alma já não tem salvação!
Do corpo, depois de vir de stiletto a dilacerar-me a aurícula esquerda?
Se eu fosse cruel, dizia-lhe que pipis é muito bom, coração e fígado — as moelas, desgosto — com molhinho. É a única coisa, ou quase, que me faz beber uma cerveja daquelas verdes, grolsch ou heineken.
Dado que ninguém me propôs para nenhum pecado está visto que mal me ignoram e/ou conhecem. Seja como for, nesta fase da minha vida, aviso já: se for pecados, eu faço a gula. E se for virtudes, também.
A gula não conta que eu hoje comi folhado com ovos moles..
Ovos moles não é gula. É, como diz um dos meus tios, uma das provas pálpáveis da existência de Deus.
Mas que tio brilhante! Da próxima vez que for à pastelaria, digo que vou à aula de teologia. E se a sacrílega da balança me gritar, atiço-lhe as memórias da inquisição.
Uma balança que grita é coisa do demónio. E se grita à dona não merece clemência. Desfaça-se dela quanto antes.
…kkkk…essa é ótima, Joana!!! Estou adorando esses comentários…
Gonçalo, ainda pensei num pecado para ti, mas só conseguia dar-te a preguiça — e se desse mergulhava eu em capital inveja.
Eu aceito a luxuria se a EV ficar com a ira.
Não use de irados pretextos, PN: a César o que é de César.
Se quiserem posso ficar com a vaidade e a inveja. Sou tremendamente pecaminoso — até o pecado tenho de desconfiar de quem pouco os afirma ter.
Pedro, isso, sim, é gula! E logo os meus dois pecados preferidos! Escolha um-só-um! Tenha temperança!
Joana, não nos desgrace a linda santidade!
Eugénia, então e a ira dos justos, no caso das justas? E a ira divina, no caso das divinas? Está all over na Bíblia. Só nos fica bem
Joana, depois quem não sabe distinguir, chama-nos fúrias e lailailailai. Temos de ser compadecidas e privarmo-nos da ira que justamente nos cabe para não iludir os espíritos que, tomados pelo pecado da luxúria e todos os outros, têm o discernimento comprometido.
Fala a Voz da Sabedoria. E da Prudência. E da própria Compaixão, com tão desordenados espíritos.
Eugénia, vou tentar. Muito, muito. E sei que, ao fazê-lo, vou reforçar — mais ainda se possível — a minha santidade.
A nossa modéstia, Joana, é uma cruz.
Lá diz São Paulo, “cada um terá de carregar o próprio fardo” (Gálatas 6,5). E este nosso é bem pesado. Se é.
“Ninguém entende as mulheres. E eu também não” J. L. Borges in Diário El Dia, 15.06.1986.
Ó PMS não te consegui encaixar foi em nenhuma virtude!!! Ainda pensei na Diligência mas sei que ias tomar a coisa a peito. Pecados levas os capitais e veniais todos. É para não te queixares.
Nini, os meus sinceros parabéns. A sua sugestão desencadeou esta grande conversa e a alta voltagem emocional que está à vista.
O mérito é todo vosso, Manuel, acredite!
Eugénia e Joana: a vaidade moral é um dos pecados mais pincarescos do infernal panteão — e o vosso dueto dá graves indícios, exibe sintomas, diria de descontrole auto-compassivo.
Moderem-se um pouco que estão a ser severamente observadas do Além e do Ainda-Mais-Além!
Ainda bem que não entro nesta guerra, nunca saberia falar com eloquência da minha grande honestidade e sentido de justiça…
se permitirem que me meta em conversa alheia e se me derem algum tempinho (que isto está muito bera), posso fazer aquele que ninguém quer, porque é mesmo pecado e sem glamour: a avareza.
Terá esse almoço “dans l´herbe” algo a ver com este?
http://amoergosum.blogs.sapo.pt/arquivo/manet-edouard-le-dejeuner-sur-lherbe-.jpg
se eu fosse aquele muleque ei ia meter a rola nessa safada gostosa