Longe vão os tempos universitários em que alimentava os meus complexos de esquerda a decorar cada uma das palavras do FMI do José Mário Branco.
Mas as três letras malditas, que já se julgavam definitivamente proscritas por estas bandas, voltaram a ser pronunciadas esta semana em círculos bem oficiais do nosso burgo.
O discurso de José Mário Branco, embora se reconheça datado nos detalhes, não ilude uma verdade cada vez mais indisfarçável: que, no essencial, o país, que já foi o bom aluno da Europa, parece ter rodado sobre si próprio no esforço de recuperação económica, exagerando na pirueta e reaproximando-se perigosamente do grau zero em que estava quando a canção foi escrita.
















Obrigado, Diogo. Nunca tinha ouvido. Ouvi tudo. Até ao fim. É extraordinário. Dá vontade de voltar a ser de esquerda. Sem copmplexos!
Pois é, Gonçalo, e conseguirás certamente imaginar o efeito magnetizante que isto tinha sobre qualquer jovenzinho “a quem empranhavam pelos ouvidos”…
Engraçado, pensei exactamente no “há que séculos” não se ouviam estas letras… As tais que nos dizem que o país vai a pique.
Blonde, deixe que lhe pergunte: qual País?
A alternativa à bancarrota: http://www.youtube.com/watch?v=1HJARHGtd8g :))
pois é filho, entretem-te filho, lança as culpas para alguém, não penses, filho