São desejos impossíveis porque são inalcançáveis. Ou porque não dependem só da minha vontade e esforço.
Mas o que eu gostaria de …
- Ter tempo para tudo o que devo, gosto e quero fazer. E também para descansar.
- Poder, como a Mary Poppins, e com um simples estalar de dedos, empilhar livros desmoronados, ordenar papéis, encontrar uns e outros no meio do caos, tirar fotocópias, escrever os sumários das aulas, dobrar e arrumar roupas e brinquedos, fazer a louça entrar e sair da máquina, pôr e levantar a mesa e tantas, tantas outras coisas que me maçam e me cansam.
- Viajar no tempo, para quando e para onde eu quisesse (e de volta, claro). Para ver se a Joana era mesmo Louca, se a Carlota Joaquina era tão medonha quanto a história e os pintores a fazem, porque é que seriam da rainha Njinga as pegadas de que o meu avô me falava e como é que as pedras de Stonehenge foram partidas, transportadas e colocadas ali onde estão. Só para começar.
- Ter nas mãos a lâmpada do Aladino e o poder de realizar três desejos. Mesmo sabendo que um deles implicaria substituir-me à justiça divina, o outro à também divina providência e o terceiro a ambas.
- Viver muito e muito bem, envelhecer com graça e sabedoria como a minha avó Madalena e conhecer os filhos dos filhos das minhas filhas.


















Cara Joana Vasconcelos,
Mas isso é todo um programa de vida. Quer tudo e tudo sabe ser impossível! Eu não desejaria vogar nessa angústia. Prefiro uns desejos mais pontuais, absolutamente desmedidos, logo irrealizáveis, por isso não alterando o meu quotidiano e estado de ânimo.
Quite the opposite, estimado Orcama! Angustiada andei eu a fazer esta lista e a arranjar cinco-impossíveis-cinco.
Descobri que sou afinal bastante prosaica e, pasme-se, comedida nos meus sonhos e desejos, porque aquilo que verdadeiramente quero está bem à medida das minhas capacidades e engenho (eventualmente with a little help from my friends, above). Logo, não nesta lista. Tudo o que dela consta – tirando porventura o primeiro e o último, que em bom rigor não são totalmente impossíveis – seria engraçado, estimulante, mas não me faria verdadeiramente feliz.
São suspiros de uma felicidade serena. Os melhores, portanto.
Pedro, tomei estes impossíveis desejos como os special features dos DVDs que, a tornarem-se realidade dariam bastante mais graça, colorido e divertimento à minha vida, mas que verdadeiramente não fazem parte do filme. E cuja falta em nada o prejudica se for, como se pretende, muito bom.
Joana, o Pedro tem razão: são pedidos tão felizes os seus. Ele abriu o abaixo assinado e eu já o estou a subscrever incondicionalmente. Vamos recolher milhares de assinaturas e vai ver que se referenda com sucesso o que pede. E é claro que precisamos de ajudas. Moços forcados como lhes chamam. O Vasco para o ponto 1, o do descanso. O Francisco para o ponto 2, ele que virtalmente tudo resolve. O Gonçalo, a correr entre Tomás de Aquino e a réstea de bondade do século XXI para o ponto 3. O PN com néon e eléctrico poderes para o ponto 4 . A EV que tem o segredo da eterna juventude para o ponto 5.
Mr.Orcama & Mr. Eça dão música e fazem de inteligentes.
MSF
1 — Referendo não, pardeus!
2 – Verifico que põe a malta toda a trabalhar. E que se propõe coordená-los. Ou seja, não se está a esforçar. Esperava mais, confesso.
3 – Fica proibido de voltar a lançar desafios tão difíceis. Nem imagina os horrores que me fez passar a imaginar coisas impossíveis que me fizessem feliz! Uma contradição nos próprios termos! A minha noção de felicidade é toda ela possível!
Manuel, pedes-me o impossível: eu não sei disfarçar nada…
Agora música com certeza! Ou concertina, sei lá…
Eu gostaria de ter o poder de subir escadas, descendo-as.
Gosto deste impossível, Taxi Pluvioso. Vai aceitar o repto lançado pelo MSF e completar a sua lista com mais 4?
Ó António, o inteligente! O das touradas!!! Não é preciso disfarçar nada.
Taxi, grande desejo, linda decomposição do movimento: andas muito Muybridge
Acho que sou crédula demais ou então um tanto Pollyanna…mas acredito que seus desejos não sejam tão impossíveis assim…
Olá Turmalina! Seria bom, seria. A mim calhavam-me especialmente o primeiro e o último, mas aquele que me ocorreu hoje pelas 8 da manhã foi mesmo o da Mary Poppins, quando dois enormes montes de livros desabaram arrastando na queda uma resma de fotocópias, até então empilhadas por ordem, e uma chávena de café…
Joana,
cheguei tarde, mas valeu a pena. Este desafio é difícil, mas é delicioso ler os resultados dos seus esforços. E ler com os impossíveis a descoberta de que precisamos de menos para ser feliz.
Olá Teresa! Que bom tê-la de volta e que bom ter gostado! Fico, curiosa, à espera dos seus … Aposto que são a cores!
Joana, confesso que posso com muita alegria ajudar no primeiro ponto (que isto para os programas de vidas, convem sempre ter outros a ajudar), pois é das coisas que mais gosto de fazer é ordenar pilhas de desarrumação, sejam livros, gavetas, armários ou roupeiros! E foi querido chamares essa faceta de Mary Poppins, porque geralmente o que oiço é que sou uma psicótica obcecada…
Sofia, estás contratada, por tempo indeterminado ou ad aeternum, conforme queiras! Quem deprecia esse teu duplo dom — de ordenar desarrumações e de gostar de o fazer — não sabe o que é sofrer desabamentos diários de montes de livros, desaparecimentos misteriosos de preciosas fotocópias e/ou apontamentos, bem como de chaves de casa e carro, circulares da escola das crianças (daquelas que é suposto devolver de imediato, assinadas), contas por pagar … tudo, tudo, tudo misturado, soterrado, desnorteado! Há dois dias queria sair da secretária, para ir fazer (mais) um café e simplesmente não conseguia passar. Tiver que fazer uma arrumação, por métodos tradicionais. Foi uma seca. E já caiu tudo outra vez, há bocadinho.