Ao que parece, esta fotografia faz das mulheres, “bimbas ao serviço do prazer misógino de homens” que, pelas almas, “não são todos trogloditas boçais”. Portanto, mulheres que não sendo, não querendo ser, ou não se reconhecendo como bimbas, e todos os homens que não sendo, não querendo ser, ou não se reconhecendo como trogloditas boçais, não admitem, e apontam como utilização sexista, o que o decote de roupão de banho deixa espreitar: o corpo como objecto de desejo. Ó! Por causa de duas maminhas e um bocadinho de pele bronzeada e bonita. E tudo tão apetitosamente bem fechado e fácil de abrir como a mini stout presa pelo cinto. Não admitem e protestam. No nosso e-mail e num facebook perto dele. Acho bem isso de protestar, dá ar aos pulmões. O que não gosto nem um bocadinho, é do tom: “vamos ver quantas cervejas a menos esta campanha vai custar.” A menos, não sei. A mais? O preço de uma. Mas de certeza — apesar de só beber uma ou duas cervejas por ano, e sempre as mesmas Heineken ou Grolsch, que me sabem muito bem, mas caem mal, vou comprar e beber uma mini stout. E não garanto que não a prenda no roupão.


















A foto peca por uma coisa: o silicone.
O resto, é uma publicidade básica que não glorifica as magníficas e inteligentes habituais campanhas da UNICER.
A cerveja? … que posso dizer, gosto tanto da Stout que lhes faço ciclicamente publicidade de borla.
E estou ‘deserta’ por experimentar essas mignones com abertura nova, que se esgotarão de um trago!
Ai! qual Heineken, qual Grolsch! Vá por mim…, uma Super Bock e até se espantam fantasmas!
;)
Discordo, Margarida. Penso que é uma brincadeira feita a partir dos estereótipos masculinos — comportamentos e fantasias. Se não, veja a publicidade para o mesmo produto que passa na televisão: um spa da super bock mini stout onde rapazes perfeitamente banais estão rodeados de mulheres lindas, modelos, futebol e cerveja.
O que diriam, então, as mais conservadoras diante desta imagem:
http://ncwr.files.wordpress.com/2009/10/periquita.jpg
Não creio que tenha que ver com conservadorismo, Turmalina. Mas com a a distância que vai do sugerido ao dito, do implícito ao explícito, do humor ao gosto duvidoso.
Exatamente por aí…achei a relação que o anúncio da cerveja faz sensacional, afinal era preciso destacar o diferencial da tampinha. E o imaginário masculino desenha mesmo mulheres assim.E até aí acho normal e não apelativo, porque faz sentido.
Já o anúncio do vinho achei um pouco de mal gosto e também um tanto vulgar. Agora, se eu que tento manter os radicalismos de lado não gostei do anúncio, imagine só as senhoras mais conservadoras. Se bem que pensando melhor, talvez elas, secretamente, até gostassem.Penso eu que toda pessoa muito radical esconde algum tipo de frustração.
E também eu podia ter escrito o que eu pensava, né? :o)
Turmalina: talvez que piriquita é sinónimo de perereca…
És tú, António, agora Bendito?
Turmalina, por amor de Deus não lhe dê corda nem ideias! Quer ver ele a aparecer já aí a invocar a Avé Maria e a declarar-se Bendito entre as mulheres ou outra masculina previsibilidade do género?
…kkkkk.….vou ficar mais atenta.…rsss.….
Voto Super Bock, mini, stout. É só puxar. E voto na instantaneidade de associação que o anúncio convoca. Irresistível, divertido, com “aquela matéria coalescente de que é feito o meu Imaginário do amor”. Não fui eu que disse, foi Roland Barthes, conhecido e nocturno bebedor de stout.
Nem mais, Manuel Fonseca!
Eugénia, vi o seu post à tarde e fiquei a pensar nele. Confesso que acho o anúncio divertido, justamente por ser tão óbvio e provocador. Não fazia ideia de que existia uma campanha tão acesa contra o mesmo … wrong target, diria.
O sexismo a sério, insidioso e nefasto, existe e está muito enraizado entre nós — e eu passo-me periodicamente com o que ouço, leio e vejo fazer e tolerar que se faça. Devo dizer que é mesmo das poucas coisas que me põe muito fora de mim … Mas não são anúncios destes que fazem disparar os meus alarmes …
Justamente, Joana, chega a ser paródico. O sexismo, a falta de paridade, são coisas de outra natureza. E, infelizmente, grandeza.
Sou eu, sou, Turmalina. Não ligue ao que a Joana diz porque ela está numa estranhíssima fase policial — esperemos que não na área de estrangeiros e fronteiras, senão também você começa a receber ordens (ainda que de longe)
António Bento XXXIII! Mas que grande despautério, a dedicar-se à maledicência e à intriga transcontinental e a tentar semear a discórdia nas minhas fraternas relações com a Turmalina!
Joana, nem dei ouvidos às queixinhas, que nem chegaram à tanto…já li coisas piores por aqui…rss…
Nem eu esperava outra coisa de si, sensata Turmalina!
Alicia-me a abertura fácil. Evito andar de saca-rolhas. Mas por pura prevenção, nunca me separo do meu canivete suíço.. Mas fiquei um tanto confuso na escolha do que há lá para abrir…
Orcama, please!…
Tudo — é claro.
Embaraçado como estou, deixe-me perguntar-lhe: e por onde começar, distinto Guru?
Primeiro torna-se necessário desapertar o cinto para libertar a Stout.
Depois, seja o que Deus quiser!
Se Deus existe, há-de querer. Se não for por mais nada, que seja uma penitência.
Isso, isso!