In between wars

À sessenta e cinco anos atrás, a guerra na Europa aproximava-se do fim. Os Americanos e os Ingleses tinham aguentado o ataque da Alemanha nas Ardenas e podiam agora avançar até ao coração da mesma. Os Russos, esses, corriam já imparáveis na direcção de Berlim e do seu rico saque. À leadership Alemã, não restava senão recorrer a uma sucessão de manobras de diversão para ganhar um tempo que, sabemos hoje, já não tinha.

Ainda em combate, muitos dos soldados Americanos que tinham participado e sobrevivido às campanhas de África e Itália e participado na operação Overlord na Normandia, preparavam-se já para recolher a casa e começar a viver de novo. Apesar do esforço e heroísmo demonstrado, muitos não tiveram essa sorte. Esperava-os, ainda por alguns meses, um Pacífico em chamas, um exército Japonês disposto a um suicídio colectivo e um clima inóspito e cruel.

Em 2001, a HBO produziu com Stephen Spielberg e Tom Hanks a excelente mini-série “Band of Brothers”. Tendo como base o livro de Stephen Ambrose do mesmo nome, a série conta a história da Easy Company, pertencente à gloriosa 101st Airborne division, desde a sua formação, até ao final da guerra na Europa, no dia 8 de Maio, VE day. Agora, quase dez anos depois, a mesma HBO e os mesmos Spielberg e Hanks, lançam “The Pacific”, que segue os marines da 1st Marine Division e os seus feitos, nas famosas batalhas de Iwo Jima, Guadacanal e Okinawa.

É verdade que no geral, os registos cinematográficos dos que perderam são relativamente melhores do que os daqueles que ganharam. E estou também de acordo que a HBO não faz bem filmes, mas desenvolve, isso sim, produtos mediáticos. No entanto, no dia 14 de Março, em que estarei de novo nos EUA, farei de tudo para não perder o primeiro episódio, do que promete ser mais um excelente relato dos acontecimentos desses trágico período, que nunca faz mal voltar a lembrar.

Comentários a “In between wars” (1)

  1. José Navarro de Andrade diz:

    Desculpa a presunção, mas cá vai um conselho de amigo: a série não é tão boa como isso, sobretudo o episódio passado no hospital da retaguarda. Belíssima foi “Generation Kill” que deu pouco nas vistas. Mas sendo parte interessada, convém dar desconto a estas opiniões.

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