E nem era São Valentim

A PRIMEIRA VEZ
que senti a ontológica e perturbadora diferença da sexualidade feminina foi quando a minha mão pousou sobre a coxa de uma inocente Pandora (chamemos-lhe assim). Eu ainda longe da “idade de homem”; ela, ligeiramente “mais velha”, de shorts, num país tropical. O gesto foi cândido, mas o calor da lábil curva inflamou, de forma tão inesperada como agradável, o meu ego. Já não me lembro se trazia blusa ou de que cor, resta-me o ardor, o mesmo doce ardor, na palma da mão.

Comentários a “E nem era São Valentim” (33)

  1. Eugénia de Vasconcellos diz:

    Não era, não era, que eu não estava lá, mas pela conversa de um dos protagonistas, já vi que não. Se lhe saiu Pandora, teve bem o que mereceu! A bold, espero.

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Olha, os furiosos comentários chegaram com ordem trocada. A confusão que vai nas tenebrosas mentes…

  3. Orcama diz:

    Manuel, Manuel, e também ouviu algo parecido ou igual com aquela frase que diz que a Mae West disse?…

    • Orcama diz:

      A frase do seu post é esta:

      “Tens uma pistola no bolso ou estás apenas contente por ver?”, frase dela que o olhar discreto e baixo confirmava…

  4. Joana Vasconcelos diz:

    Manuel, francamente

    1 — Não vejo fúria nos comentários
    2 — A ordem está certa, a EV falou na Pandora da caixa e eu lembrei-me da outra, que punha o rapazinho num estado aproximado ao que descreve no seu post

  5. Manuel S. Fonseca diz:

    Se se tivesse dado ao trabalho de ler um postzinho meu que fosse saberia que não me ofereço a condescendência de um miligrama de sentimentalismo. Marxista-leninista-maoísta dos “afectos” é o que é!!!

  6. Manuel S. Fonseca diz:

    Ó Eugénia, a menininha agora excedeu-se. Quando eu escrevia no Expresso, nem a senhorinha tinha nascido, nem o António Eça tinha ainda ido a tropa.

  7. Eugénia de Vasconcellos diz:

    Vamos a contas que eu não sou de bluffs. Comecei a ler o Expresso em 1986. O MSF deixou de escrever no Expresso quando? Lá para 92?

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      E já agora aproveito que na altura não tive oportunidade. A bold: que despropósito foi esse?! Não gostei nem um bocadinho, fique sabendo.

  8. Manuel S. Fonseca diz:

    Eugénia, não respondo que pode haver escutas.

  9. Manuel S. Fonseca diz:

    E agora despeço-me fazendo votos de que no próximo São Valentim, a Joana e a Eugénia, possam voltar a ter o prazer de conviver com um ser sedutor, alto e espadaúdo e olhos azuis como eu e não um trinca-espinhas como o António, nem um cambuta de musseque como Mr. Orcama.

  10. Gonçalo Pistacchini Moita diz:

    Ora aqui está um fantástico diálogo para este novel-dia dos namorados. E a três, como convém a estes tempos tão modernos.

  11. António Eça diz:

    Não tinha ido à tropa quando?, se és mais novo que eu!!! Trinca-espinhas?!!!!, eu, que numa certa perspectiva até exibo atlético porte?
    É o motim!…

  12. Orcama diz:

    Uns ainda não tinham ido. E será que outros alguma vez foram? Eu não conto por imputada falta de altura…

  13. António Eça diz:

    Pois, Orcama, o Manuel não foi por excesso de tamanho: não cabia nas fardas, nos beliches e nas Berliets. E tinham de juntar duas G3, que era para não dar tiros na penca!

Comentar