Fantástica, mais esta ideia da Eugénia. Que cada um, à vez, revele o seu dark side. E também o seu bright side. Não é opção, acaba de esclarecer, é dose dupla!
Este estimulante desafio tem um único defeito. Obriga a esperar. Que a Teresa, a primeira visada, descubra e revele os seus lados sombrio e solar. Que passe ao outro e este ao outro e nunca ao mesmo. E por aí fora. Sucede que a rapaziada está assoberbada com trabalhos pesados – ele é pecados, ele é virtudes, ele é episódios do folhetim, ele é queridos mortos… Isto vai demorar e não é pouco!
Ora, o meu lado Bellatrix torna-me, entre outras coisas que não vêm ao caso, muito, muito curiosa. E horrivelmente impaciente. Detesto esperar. Adiar, só as coisas más, de preferência todas.
Por isso, e sem pôr minimamente em causa as regras definidas pela criativa Eugénia, decidi fazer-lhes um pequeno aditamento. Boomerang, de seu nome. Trata-se de uma única regra. Que diz que, em casos excepcionais, pode aquela de nós que tenha já revelado o seu dark side decidir unilateralmente derrogar o princípio do “não ao mesmo”, num espectacular efeito boomerang.
Por tudo o que antecede, e na minha negra veste de Bellatrix, determino que a nossa Eugénia nos revele, quanto antes, os seus mais sinistro e luminoso lados. Eugénia, queremos saber quem é a sua menina má e quem é a sua menina bonita! Já!

















A minha boca não se abre até que seja legitimamente obrigada. Tenho um bocadinho de vergonha.
Eugénia, mas é uma ideia tão boa, a sua! E pode fazer por escrito. E às prestações… E eu que fiquei tão, mas tão curiosa, não sei como vou aguentar esperar se se deixar ficar para daqui a muitos outros …
Joana, que bela ideia, este boomerang!
Porque o desafio tem tanta graça que não apetece nada esperar, e só um jantar mais espaçoso e mais tarde umas tintas tardantes me fizeram a mim tardar tanto.
E eu queria era saber de quem não posso, da Eugénia, que para lançar a proposta deve ter resposta pronta!
Ah, sim! Se bem percebi isto não há cá liberdade de expressão. Para já fala a Teresa que depois há-de perguntar o mesmo a alguém — já se vê que vai ser à Joana, que por sua vez perguntará à Eugénia, que, é claro, perguntará à de novo à Joana, que perguntará à Teresa que falará com a Eugénia, que talvez então fale com a Turmalina, que por acaso ainda me deve, ela sabe bem o quê. Daqui a 10 anos, com o matriarcado em plena expansão industrial, talvez os autores do tal sexo, o do penduricalho, sejam chamados à conversa.
Manuel Sorna Fonseca. Está com a preguiça em atraso. E quer falar de vilões e heróis. Seja, pois.
Teresa por favor, passe a incumbência a este ávido voluntário!
Eugénia, se isto resultar — o que duvido, pois MSF só quer implicar - sossegue, que não a pressionarei tanto.
Em todo o caso vou pensar num novo aditamento às regras, geral e abstracto como convém, para casos especialmente belicosos.
A Teresa vai passar a um rapaz de língua comprida — que ela não vai de modas! — que há-de passar a outro com quem divide dantescas penitências, perto, pertinho de quem, do limbo, lhes relate o que passa na cinemateca de lá e lailailai via Milano e por aí diáspora fora até passar pelos rapazes todos e vir fechar, com chave de ouro, no bright side da nossa Joana.
Eugénia, não pode ser só o dark side? Ou optativo? O bright side é um bocadinho merry-go-round … Vai dar mau resultado, agora que penso nisso …
Não, não: não há vilão sem herói!
MSF…acho que minha memória anda um pouco gasta…me lembro de um e-mail que acho que foi respondido…Eu lhe devo o quê, mesmo???
Ai…ai..ai…essa minha idade viu…rss.…
Sua resposta nunca chegou. Pelo menos a meu e-mail. Respondeu para Gente Morta?
Joana, Eugénia, tanta democracia! Julgam o quê, que estão em directo na Oprah, lailailai?!!! Sigam lá com o plano revolucionário de Outubro depois do ataque ao palácio de inverno que nós, os Kerenskys, já estamos exangues e imprestáveis.
Onde é que está a preguiça?, a balouçar na rede, Manuel Fonseca?!
Manuel SimplesmenteSoviético Fonseca, agora perdi-me. Explique lá melhor esse seu remoque (foi a parte que percebi).
Ah, Joana: falsidade, não estou nada com a preguiça em atraso.
Sobre PECADOS e VIRTUDES ainda não escreveram (e cito de cor) Teresa, Francisco, uma surpresa que eu cá sei, e por aí adiante. Aliás, o Gonçalo pediu expressamente que a Preguiça fosse o fim lânguido da coisa. Cumpra-se a vontade de tão prestigiado cadáver.
Diz bem, Manuel SóDesculpas Fonseca: há virtudes em atraso, mas os pecados, tirando a ira que vem de Itália e por isso demora mais, estariam completos, não fora a sua preguiça! Há dias invocava a luxúria, agora é a languidez… Que coisa!
Eugénia, Teresa, é preciso pôr este morto escapista a trabalhar: há que passar-lhe o embaraçoso desafio dos vilões e dos heróis quanto antes. Vai ser liiiindo!
oh, não fui a tempo de ler e corresponder a esta necessidade premente.
Caramba, Safou-se desta o S, mas não perde por esperar…
Sou cumpridor e não são três
que me desviam do meu caminho. E fazem o favor de não se porem aos gritos a chamar umas pelas outras que me dão cabo dos ouvidos.
Graças a bold, sff
Cumpridor e bem mandado como se pode ver acima!
Já é um começo. Vê como não custa nada? E não se sente tão melhorzinho?
Boa noite!
Que divertido! A minha cadela chama-se Sorna — Sorna Maria Jagunça, de seu nome completo, registado, vacinas em dia e tudo. Vê-la aqui citada, ainda que sob a forma de biombo humano (supõe-se que sim, mas tudo é incerto…), enche-me de orgulho.
A verdade é que os mortos são medianamente relapsos — embora trabalhem imenso!, o que é no mínimo uma injustiça saborosa. E o que é da clássica Invídia, ou da Sonsisse — pecado capital do pós-modernismo careta?
Isto bem explorado dá antologia garantida.
No nocturno silêncio do cemitério ouve-se de repente um grave e fundo tum… tum… tum… som de madeira batendo, por dentro, na tampa de um caixão coberto de terra. E ouve-se, então, retumbante, uma voz cavernosa: «Pouco barulho nas campas aí ao lado, que isto já são muito boas horas de ir dormir!»