Um poema para a Turmalina e para as outras raparigas belas belas 
CANÇÃO
Muito belas flores vermelhas, azuis, amarelas.
Dizemos às raparigas: “Vamos passear entre elas.”
Vem o vento e move as flores belas, amarelas.
Quando dançam, as raparigas são como elas.
Umas são pequenas, outras são grandes flores abertas.
Os pássaros amam, e cantam sol e estrelas.
Doce é o odor das flores de tantas cores belas.
Mais doces são as raparigas belas belas
Mais doces que as flores vermelhas, azuis, amarelas.
Canção dos Yaquis, América do Norte, Versão de Herberto Hélder
In Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, p. 172

















Que lindo, Teresa…encheu-me os olhos de cores e flores!!!
E o diabinho escondido é genial…aquele que nos tenta…rss…
Eu gosto das flores, praticamente de todas: amores perfeitos, rosas, orquídeas, margaridas do campo, lavandas…e em especial o hibisco amarelo.
Obrigada pelo carinho :o)
P.S. Outro dia brinquei que meu lado mais maléfico pudesse ser representado por Lilith… acho pouco provável, estou mais para uma fada ou bruxa do bem como Titânia ou Morgana.
Ena Turmalina,
descobriu logo o que estava encoberto:),
isso só mesmo as meninas em busca dos doces proibidos e escondidos nos armários.
Ou as fadas ou as bruxas boas. Que também dão belas pinturas floridas.
Teresa, essas “traduções” do HH são tão bonitas. Há um poema indochinês “dele” que diz:
Meu corpo é como um poço aberto no meio do caminho;
nele alguns lavam o rosto,
lavam nele outros os pés.
O teu diabinho tem um belo nariz adunco e uma boca má de maldade. É mais diabo do que diabinho.
Manel, ando a reencantar-me com as versões-autoras do HH na “Rosa do Mundo”. Há coisas tão bonitas por ali.
O diabinho não é culpa minha. Estavam ali só umas saias rodadas entre água e aguarelas, fui fazer chá e quando voltei ele já tinha nascido com tridente e boca sorrateira. Decidiu ficar e eu não pude fazer nada. Ele nem quis negociar nem nada.