Adeus é nunca mais

Fotografia de Maria João Cabrita

A última vez. Do muito que desconhecemos, pouco é tão difícil como a última vez. Talvez por isso Deus nos poupe de sabermos o último abraço, o último olhar, o fim da vida tal como a vivemos antes dela ruir para a erguermos outra, porque a mesma, nunca mais. Talvez por isso, às vezes, nos privilegie com o dom da despedida: adeus, a Deus. Adeus é nunca mais. Depois da aflição das lágrimas.

 

Comentários a “Adeus é nunca mais” (7)

  1. nini diz:

    Depois da aflição das lágrimas, ou não; o “nunca mais” pode ser um alivio… mas sim, Adeus é nunca mais.

  2. CNS diz:

    Nunca mais. A irreversibilidade do que perante o fim, só termina com o nosso fim.

  3. Manuel S. Fonseca diz:

    Nunca digas nunca. My name? oh my name is Bond, James Bond.

  4. Turmalina diz:

    Eu sempre vou às lagrimas depois de um Adeus…e esse depois pode levar horas, dias e até meses.

  5. Orcama diz:

    Será por isso que os anglo-saxões usam good-bye e farewell, querendo este significar mais um último adeus, ao invés do que outros sustentam ser tão sómente uma forma arcaica daquele?

    É que tenho visto, tanto na poesia como na prosa, usar invariavelmente o farewell quando se trata de significar o último adeus, separação prolongada e/ou sem certeza de retorno. Mera questão de estilo?

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Orcama! Então veio dar ar à minha ignorância?! Os farewell que conheço são: o do Byron, Fare thee well, e o do Romeu a despedir-se de Julieta.

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