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	<title>Comentários em: “True materialism is about what you LEARN in the material realm, not what you EARN”</title>
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		<title>Por: Adriana Silva Graça</title>
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		<dc:creator>Adriana Silva Graça</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 13:49:13 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigada, Zé. Faço mais uma tentativa. Here we go again… another try. Vamos ver se estou em sintonia com o teu pensamento ou, pelo menos e no mínimo, se o estou a seguir. Acabaste de dar a resposta sobre uma pergunta que me fizeste há pouco, a saber, “Para que serve a Filosofia? Não será ela completamente estéril?”. Na minha tentativa de te satisfazer com uma resposta, optei por dar exemplos; senti que não fui sucedida e que ficaste pendurado, ainda com a pergunta nas mãos. Mas a resposta está contida, pelo menos embrionariamente e em parte, no pequeno texto que escreveste. É preciso pensar bem. Pensar bem é “resolver problemas ou puzzles” tentando, aquando da sua formulação, não minar imediatamente o terreno injectando maneiras de os pôr que contêm, explícita ou implicitamente, uma resposta a eles. Chamamos a isto não cometer &quot;petitio pricipii&quot;; lembras-te? Usando as tuas palavras, quando “há respostas mesmo antes das perguntas” está-se a pensar mal. Pois bem, so far so good. Deixa-me então não perder o fio à meada. Onde, senão na Filosofia, se aprende com rigor a distinguir uma condição necessária de uma suficiente? Onde, senão na Filosofia, se estuda o papel da sorte/azar na sucessão dos eventos? Onde, senão na Filosofia, se pensa e se aprende a pensar? Onde, senão na Filosofia, se pode estudar justamente, entre tantas outras coisas, a função da Arte? É preciso pensar bem. E que vá aumentando, pouco a pouco, o número daqueles que o faz. Estou convencida de que mais uma vez estamos em sintonia, mas corrige-me se necessário. Obrigada!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigada, Zé. Faço mais uma tentativa. Here we go again… another try. Vamos ver se estou em sintonia com o teu pensamento ou, pelo menos e no mínimo, se o estou a seguir. Acabaste de dar a resposta sobre uma pergunta que me fizeste há pouco, a saber, “Para que serve a Filosofia? Não será ela completamente estéril?”. Na minha tentativa de te satisfazer com uma resposta, optei por dar exemplos; senti que não fui sucedida e que ficaste pendurado, ainda com a pergunta nas mãos. Mas a resposta está contida, pelo menos embrionariamente e em parte, no pequeno texto que escreveste. É preciso pensar bem. Pensar bem é “resolver problemas ou puzzles” tentando, aquando da sua formulação, não minar imediatamente o terreno injectando maneiras de os pôr que contêm, explícita ou implicitamente, uma resposta a eles. Chamamos a isto não cometer “petitio pricipii”; lembras-te? Usando as tuas palavras, quando “há respostas mesmo antes das perguntas” está-se a pensar mal. Pois bem, so far so good. Deixa-me então não perder o fio à meada. Onde, senão na Filosofia, se aprende com rigor a distinguir uma condição necessária de uma suficiente? Onde, senão na Filosofia, se estuda o papel da sorte/azar na sucessão dos eventos? Onde, senão na Filosofia, se pensa e se aprende a pensar? Onde, senão na Filosofia, se pode estudar justamente, entre tantas outras coisas, a função da Arte? É preciso pensar bem. E que vá aumentando, pouco a pouco, o número daqueles que o faz. Estou convencida de que mais uma vez estamos em sintonia, mas corrige-me se necessário. Obrigada!</p>
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