O Folhetim

 

Não sabemos viver sem narrativas. Precisamos de comer, dormir, amar, chorar, rezar, cantar. Mas precisamos, para cada uma dessas particularíssimas coisas, de inventar uma história, de invocar o pretexto de uma história, de desencadear o processo de uma história.

Precisamos de comer, dormir, amar, chorar, rezar, cantar. Mas só precisamos de cada uma dessas coisas à vez, para de cada vez contar a história do que comemos, de quando dormimos, a quem amamos, porque é que choramos, como rezamos, com quem cantamos.

Mortos, muito mortos, no cemitério desta tanta gente morta, temos andado por aqui, de campa em campa a contar histórias. Cada um as suas. Decidimos, agora, contar todos a mesma história. Vamos começar uma história nova. Vamos contar todos o mesmo FOLHETIM.

O FOLHETIM começa hoje, inaugurado pela Eugénia de Vasconcellos que, daqui a pouco, num post já a seguir, vai publicar o primeiro excerto. Depois, pela ordem que podem ver na lista dos autores do É Tudo Gente Morta, e à velocidade que a inspiração de cada um dite, mas no máximo nos 7 dias seguintes, surgirá novo excerto. Ou seja, vai nascer uma narrativa: Será um romance? Serão contos filosóficos? Será escrita automática? Será patchwork sem sentido?

Há regras: ninguém pode acrescentar mais do que dois personagens em cada novo excerto. Também não se podem matar personagens a não ser no último capítulo. Ah! E cada autor está limitado a um máximo de 3 mil caracteres por post. Cada excerto surgirá como um post do autor, mas a seguir tudo se reunirá, em texto único, numa página nova com o título CADAVRE EXQUIS, a surgir em breve na coluna à vossa direita.

O FOLHETIM não é só dos autores. Estimados leitores, comentem, critiquem, façam sugestões, desanquem os personagens, os autores, mas não matem ninguém a não ser no último capítulo.

Eugénia, por favor, o palco é seu!

Comentários a “O Folhetim” (1)

  1. Orcama diz:

    Quer dizer, se alguém tiver de ser passado para o “outro lado”, já está pré-anunciado quem será o “Sibarita”…

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