Embirrações do É Tudo Gente Morta #2

REGISTO. Quando leio/ouço neste registo isto e neste registo isto, fico logo com vontade de dizer: ó Evaristo, tens cá..? Atrás de um registo vem sempre outro, pelo menos, como os espirros alérgicos. O registo voa em bando e posso jurar que não é de películas, de livros de contabilidades, de fitas magnéticas, notários, memórias ou quaisquer outros meios legítimos de registar. O registo provoca-me o mesmo efeito que os meus erros ortográficos: não consigo pensar em mais nada, ouvir mais nada, ver mais nada. Em roda tudo se torna ruído de fundo. Da próxima vez que alguém me atirar com registos à cabeça, pergunto-lhe em serpentês: se quer que eu continue a não ouvir uma só palavra que não essa, continue,  ou então diga, contexto, formato, espaço, a vontade que me dá de fugir é a mesma.

 

Ps: se for um rapaz decente como o nosso Diogo, ouço tudo, leio tudo..

Comentários a “Embirrações do É Tudo Gente Morta #2” (3)

  1. nini diz:

    Curioso, quando a Eugénia diz: “O registo provoca-me o mesmo efeito que os meus erros ortográficos: não consigo pensar em mais nada, ouvir mais nada, ver mais nada. Em roda tudo se torna ruído de fundo.”, não calcula como me identifico com essa vertigem, mas com outras “embirrações”.

  2. Diogo Leote diz:

    Eugénia, deixo aqui registado, para que a sua memória registe, que só usava “registo” como qualificativo de “musical”, e para que ficasse bem registado o meu ódio de estimação por esse registo, agora ultrapassado pela providencial entrada em cena de Marilyn Vasconcellos.

    Palavra de advogado registado que agradece a decência que lhe atribui.

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