
«Lembro-me como se fosse ontem» — dizia-me hoje de manhã alguém sobre qualquer coisa. Pensei então: porque não havemos de lembrar-nos como se fosse hoje? E, já agora, porque não havemos de lembrar-nos como se fosse amanhã? Não é disso que Portugal precisa? E não precisa disso como se fosse ontem?

















Mas que bem pensado, Gonçalo! Portugal e todos nós.
É verdade Joana. Gosto que mo tenha dito. É preciso ser-se poeta para reconhecer, quando ele é dado, o verso que contém — ou pode conter — o poema!
Pensei Eugénia e escrevi Joana. Peço desculpa. É o que dá andar metido na cozinha!
Ainda bem que se enganou: sou tão Eugénia que às vezes me esqueço que também sou João. Hoje lembrei-me.