Através de um Espelho, Obscuramente: o Cinema de M. Haneke e M. Night Shyamalan

Vestindo a pele do lobo (perdão, do Gonçalo) a propósito de “As Flores do Mal”, de Pedro Baudelaire Norton e sua trapezista do Mal, Eugénia de Lai Vasconcelos, venho lembrar a primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios, mais precisamente 1 Coríntios 13:12, verso da língua dos homens e dos anjos:

 


“Lady in the Water”, M. Night Shym., 2006


Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face.

 


“Caché”, Michael Haneke, 2005


 

 

 

 

Through a glass, darkly, ou: o que vemos não é mais que figura baça no cristal.

E voltamos aos reflexos, às imagens, aos enigmas, de cá e para lá dos espelhos.

Os cinemas do norte-americano Manoj Nelliyattu Shyamalan (nascido em Mahé, na Índia) e do austríaco Michael Haneke (nascido em Munique, na Alemanha) são tão diferentes um do outro que se unem como faces da mesma moeda. Um, o de Shyamalan, procura o Sagrado na condição humana, e acaba sempre por encontrá-lo. O outro, o de Haneke, questiona a ausência desse Sagrado, e acaba sempre por confirmá-la.
São dois lados do mesmo espelho — Manoj está do lado visível, o de cá, Michael do lado oculto, o de lá — e, nesse específico propósito, há poucos realizadores contemporâneos mais interessantes (Ferrara, Park Chan-wook, Kim Ki-duk) e importantes (Rivette, Scorsese, von Trier) do que este improvável par. Ambos têm preocupações teleológicas, inversamente proporcionais. Ambos lançam perguntas em busca do que Eliade chamava das Numinose — a essência do humano.


As respostas são diametralmente diferentes: a numinosa essência é, afinal, luminosa em Shyamalan (e daí parte da irritação que provoca), a numinosa essência é, afinal, ominosa em Haneke (e daí parte da irritação que suscita).

Shyamalan é um cristão devoto pela presença de Deus, com uns pozinhos de hinduísmo ancestral e animismo efabulatório que por vezes são interpretados como inclinação para a ligeireza, mas nunca lhe falta a coerência, e o seu modus operandi é o optimismo, essa esperança ao fim das grandes travessias — a travessia pela perda de um avô (o Grandpa Beal de Robert Loggia em “Wide Awake”, 1996), a perda de mulher e filhos (a Anna Crowe de Olivia Williams em ” The Sixth Sense”, 1999), a perda de um casamento (entre o David Dunn de Bruce Willis e a Audrey Dunn de Robin Wright Penn em “Unbreakable”, 2000), a perda de mulher, novamente (a Colleen Hess de Patricia Kalember em “Signs”, 2002), a perda de mulher, filhos, parentes, sentido moral (os habitantes de “The Village”, 2004), a perda de mulher e filhos, outra vez (o Cleveland Heep de Paul Giamatti em “Lady in the Lake”, 2006), a perda da família, ainda e sempre (a Jess de Ashlyn Sanchez em “The Happening”, 2008).

“Signs”

 

 

Haneke é um ateu enfurecido, com uma amargura pela ausência de Deus que por vezes é interpretada como inclinação para a violência gratuita, mas nunca lhe falta a coerência, e o seu modus operandi é o pessimismo, essa renúncia à esperança no fim das grandes travessias. O seu é também um território de perda — a perda de equilíbrio familiar (Birgit Doll, Dieter Berner e Leni Tanzer em “Der Siebente Kontinent”, 1989), a perda da irredutível segurança do lar (Suzanne Lothar e Ulrich Muhe em “Funny Games”, 1997), a perda da capacidade de comunicação entre religiões, etnias, continentes (Juliette Binoche, Alexandre Hamidi et al em “Code Inconnu: Récit incomplet de divers voyages”, 2000), a perda do Eu (Isabelle Huppert em “La Pianiste”, 2001), a perda de capacidade para lidar com a memória (Daniel Auteil em “Caché”, 2005).

“Code Inconnu”

“Funny Games”

Todo o cinema de M. Night Shyamalan é uma demanda da santidade pelos caminhos da crença.

Todo o cinema de M. Haneke é uma renúncia à santidade pelos caminhos seculares.

Como em Spielberg (seja sob a forma do fantasma materno de um andróide, de uma nave-mãe alienígena ou da força espiritual de uma escrava libertada), Deus é nuclear no universo ético de Shyamalan pela força última da Sua presença. Como em Fritz Lang (seja sob a forma da marcha inexorável do Destino ou da marcha de um homem rumo ao linchamento), Deus é nuclear no universo ético de Haneke pela força última da Sua ausência.

Entre ambos, ficam os nórdicos: Bergman, o ateu que não cria em Deus mas acreditava na força metafísica da interrogação individual e das crises da conjugalidade; Dreyer, o protestante que não acreditava em Deus mas gostaria de acreditar (e que Shyamalan cita, directa e indirectamente, em “Signs” ou “The Village”); von Trier, o católico que acredita em Deus embora não encontre razões para o fazer, torturando-se e torturando as suas personagens (com quem Haneke tem em comum o patrulhamento das fronteiras da moralidade, nesses terrenos minados entre o mundo da Natureza e as nações da Cultura).

Chamar simplista ou esquemático a Shyamalan é, na minha opinião, a mesma coisa que chamar simplista e esquemático a Perrault, La Fontaine ou aos irmãos Grimm (sendo os últimos mais complexos e, digamos, mais perversos  do que os anteriores). Shyamalan tem a força elementar mas calculadamente perturbada dos bons narradores americanos, e a sua suposta “imagem de marca”, o twist climático — como diria Leonor Silveira no único achado de “Inquietude” de Oliveira — c’ est un détail: afinal, os grandes contos morais são sempre arquetípicos, e os arquétipos alimentam-se das verdades comuns e adquiridas.
É verdade que, por vezes, as suas imagens se tornam unidimensionais (embora as tenha vindo a refinar de filme para filme, desde o “raio de luz” que, literalmente, abre o espírito do herói adolescente de “Wide Awake”). Mas os signos de Shyamalan mantêm-se unidos pelo mito e são cinzelados na universalidade: a água como elemento de cisão e reunificação (é a água que salva Mel Gibson e a sua família em “Signs”, é a água que une os habitantes de “The Village”, é a água que mais aflige Bruce Willis em “Unbreakable”, é da água que vive Bryce Dallas Howard em “Lady in the Water”)."Lady in the Water"

As cores verde, amarelo e cinzento são xamãs puros, salvíficos (o casaco e o capuz de Bryce Dallas Howard em “The Village”, o casaco e o capuz de Bruce Willis em “Unbreakable”, as guelras de Bryce em “Lady in the Water”); o vermelho aparece como súbito feitiço maligno (aqueles que não se nomeiam em “The Village”, os anúncios nocturnos da morte em “The Sixth Sense”); aumenta a utilização de linhas perpendiculares como enquadramentos dentro do próprio plano, usualmente em forma de cruz (encontrámo-los com abundância em todos os filmes de Shyamalan, desde o primeiro, “Losing Faith”).

Não é coincidência que todos esses signos, de ressonância universal, se encontrem no cinema do realizador favorito de Shyamalan, outro cineasta católico (cuja trave-mestra narrativa, assentando na ausência de Deus, se aproxima, paradoxalmente, mais de Haneke): o senhor Alfred Hitchcock.

E regressamos ao jogo de espelhos, através de dois elementos de base conceptual, ambos com tradução plástica e dramática, no epicentro do trabalho de M. Shyamalan e de M. Haneke: a Imagem Reflectida 

Abigail Breslin em “Signs”

e as Crianças.

Lá é, aí está: Through a glass, darkly, ou como prossegue a Primeira Epístola paulista aos Coríntios

Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança, discorria como criança. Mas quando cheguei a homem, acabei com as coisas de criança.

“Le Temps du Loup”

Na cuidada radiografia pós-moderna de Haneke, onde o torpor do Ocidente é subitamente interrompido pela electricidade da violência, logo se regressando ao cocooning (“Comfortably Numb”, como cantam Waters & Gilmour), o hiper-mediatismo só serve para acelerar a destruição do Sagrado (entendido não como magistério religioso – Haneke detesta as religiões – mas como possível farol moral, interior). Surgem as imagens nas câmaras, a perscrutar ou a reflectir o regresso da Civilização à barbárie de onde, afinal, nunca saiu: Benny, um miúdo enfiado numa cave, imerso em computadores e VCRs, mata a adolescente que convida até casa “para saber qual é a sensação”, mas só consegue olhar para o assassinato que cometeu através da gravação vídeo onde registou o evento: a partir daí, repete-a incessantemente (“Benny’s Video”, 1992); a ausência de imagens pré-gravadas ou registadas no mundo pós-apocalíptico e “amoral” de “Le Temps du Loup”, 2003 (um mundo extremamente parecido com o do recente “The Road” de John Hillcoat, baseado no livro de um provável “amigo americano” de Haneke, Cormac McCarthy); a câmara de vídeo utilizada pelos assassinos de “Funny Games”,

culminando na importância capital do que se grava, rebobina, vigia, apaga no voyeurismo autofágico, esmagador, de “Caché”.

Para Haneke, o diagnóstico é claro: o Homem é incapaz de renunciar à sua condição bestial, suportada pelo instinto, e a cultura é uma capa fina, transparente, que não tapa o horror nem abriga do frio que a solidão existencial traz consigo. Assim, as crianças são o símbolo máximo dessa perversidade irredutível, que escapa mesmo às análises psicanalíticas, aproximando-se do nihilismo (há também quem fale de Kierkegaard, outro nórdico, a propósito de Haneke): Benny, o psicopata Benny, não passa de um adolescente; os meninos de “Das weisse Band — eine deutsche Kindergeschichte” (“O Laço Branco — uma História Alemã para Crianças”, na tradução literal) são miúdos, na aparência, de alma tão alva como a neve que os deveria serenar;

“Das weisse Band”

Há crianças a pegar em armas em quase todos os filmes de Haneke:

a espingarda do filho do casal abusado em “Funny Games”

o machado  na mão do enigma infantil de “Caché”

 

 

quanto a “Le Temps du Loup”, é um manual rápido de aprendizagem da violência pelos mais novos.

 

Já em Shyamalan, as imagens reflectidas afastam-se das câmaras mas concentram-se nos vidros, nos espelhos, no manto das águas, nas superfícies côncavas, servindo de salvação a cores para o inter-negativo de Haneke:

é graças ao reflexo do extraterrestre no televisor que Mel Gibson salva os filhos em “Signs”.

William Hurt congratula-se por não haver espelhos em “The Village”; Bruce Willis salva o miúdo no final de “Unbreakable” porque vê, ainda e sempre, o REFLEXO do violador e assassino escondido no quarto; Bryce Dallas Howard usa os espelhos para se questionar e perceber o mundo dos homens em “Lady in The Water”; Samuel L. Jackson, o nemesis de Wilis em “Unbreakable”, é quase sempre visto, não directamente, mas através da sua imagem reflectida – quando nasce é, uma vez mais, o reflexo num televisor que denuncia a sua singularidade.

“The Sixth Sense”

As crianças de Shyamalan, essas, têm a função inversa à das crianças de Haneke: símbolo máximo de inocência, são elas que asseguram a recuperação do equilíbrio na ordem natural das coisas: de Haley Joel Osment em “The Sixth Sense” (1999) a Ashlyn Sanchez em “The Happening” (2008), passando pela menina-mulher de “The Village” — a quintessência das personagens segundo Shyamalan -, todos surgem como derradeira esperança.

Curiosamente, tanto Shyamalan como Haneke acreditam na força tranquila do plano fixo e na verdade emocional do grande plano. Nenhum deles aprecia o travelling, e ambos raramente recorrem à diegética do contracampo.

Em Haneke, a violência só pode renunciar totalmente à exploração do espectador quando evita o recurso à montagem, prolongando-se no realismo da acção contínua, sem cortes (a degolação de “Caché”, o inaugural tiro na cabeça de “Le Temps du Loup”, a auto-mutilação genital de “La Pianiste”) ou persistindo fora de campo, apenas se ouvindo o som da suas consequências, em off (a agonia do pai em “Funny Games”, o assassinato de “Benny’s Video”).

Em Shyamalan, força e verdade surgem em movimentos horizontais no mesmo plano, alterando-se o enquadramento mas nunca se mudando de perspectiva (nesse sentido, é o oposto da expectativa maravilhada do contracampo, tão habitual noutro dos realizadores predilectos de Shyamalan, Spielberg) .

“Caché”, ou o eterno ressentimento

Nas regiões inóspitas do cinema das últimas duas décadas, pobres como o Sahara em tâmaras maduras e vinhos refrescantes (em comparação, até os anos 80 parecem as bodas de Canaan), “Caché” de Michael Haneke – para mim, o melhor filme europeu do século XXI, ponto – e “The Village” de M. Night Shyamalan – um dos filmes mágicos da América do Norte de todas as épocas, parágrafo – são oásis de inteligência e sensibilidade, oásis onde ainda existe sombra para ganhar coragem e partir, descalço, na improvável busca do Sagrado.

No fim, como S. Paulo conclui, resta apenas o amor: no universo de M. Night Shyamalan, o amor é a única salvação possível; no mundo de M. Haneke, nem o amor permite a salvação.

Mas não existem estes dois olhares desde que nos olhamos? 

Comentários a “Através de um Espelho, Obscuramente: o Cinema de M. Haneke e M. Night Shyamalan” (13)

  1. Gonçalo Pistacchini Moita diz:

    Pedro, um PEQUENO comentário. Nada me ofende que imagines a minha pele como sendo a de um lobo. Tenho outras, que tento mais frequentemente vestir, inclusive a do cordeiro, mas certamente te dei razões para assim imaginares tão intuitiva e imediatamente a minha.
    O que já me parece excessivo, e, de algum modo, me preocupa, é o facto de quereres vestir a minha pele. Incomoda-me, com efeito, a assumpção intempestiva de uma intimidade que não sei se quererei, assim sem mais, partilhar.
    É que nestas coisas da amizade, mesmo quando realcançamos a inocência das crianças, há sempre um caminho que é preciso fazer: jogar, correr, brincar, cair, magoar, chorar, zangar, matar, desculpar, fazer as pazes, rir…e é nesse caminho que a amizade se descobre, se constrói e se aprofunda.
    Há momentos, então, em que, juntos nesse caminhar, ambos se sentem na mesma pele. E são amigos, seja lá a pele qual for. De maneira que, agradecendo este teu post, afirmo peremptoriamente a minha amizade e a minha vontade de a aprofundar, mas, se não te importas, e para já, epidermicamente separados. :)

  2. Margarida diz:

    …isto é um tratado!
    Tem de ser lido — melhor, estudado — devagarinho.
    Bom para estes dias chuvosos.
    E gosto tanto de Shyamalan…
    :)

  3. Manuel S. Fonseca diz:

    Gosto tanto, mas tanto, deste post do Pedro MS. Pela dimensão metafísica que exala. Pela pessoalíssima interpretação (em vez do que na blogosfera tanto se vê de repetição matrizes culturais pronto a vestir). Por deixar — e fazer — as obras, os filmes, falar em vez de lhes passar com um discurso alcatroado por cima. Vou voltar a ler e ainda cá volto, mas confesso que fiquei ainda mais fã do PMS — quase tanto como o PN já é — e de forma diferente da que a lailailai EV é (mas alguém conseguiria replicar o irrepetível estilo de Eugénia!)

  4. pedro marta santos diz:

    Nunca me passou pela cabeça vestir a tua pele, Gonçalo. Não o saberia fazer. Foi apenas uma manifestação intuitiva de receio e humildade (acredita, p.f.) por, transversalmente, me estar a imiscuir em matérias (a Epístola de S. Paulo) que tão bem conheces: cada vez que escreves sobre as literaturas e as interpretações do Sagrado, só provocas o meu crescente prazer e admiração. Se exagerei — e se o fiz, foi sem qualquer intenção menos cordial — peço-te as maiores desculpas, e aos leitores. Nunca ousaria presumir que somos amigos quando nos conhecemos tão pouco. Espero que me dês a oportunidade de isso vir a acontecer um dia. Orgulhoso por partilharmos este espaço de ideias e boa disposição

    Pedro Marta

  5. pedro marta santos diz:

    Ruborescido agradeço, conducatore.

  6. Gonçalo Pistacchini Moita diz:

    Meu amigo Pedro, espero também eu que tenhas percebido que estava a brincar. No fundo, no fundo, o problema é este: gordo como estou, na minha pele já mal caibo eu, mesmo sozinho, quanto mais juntar-lhe ainda mais um. Quanto à epístola de S. Paulo não a conhecerei assim tão bem. Quanto ao post, embora sem a admiração extáctica do Manuel, que é do métier, também eu gostei muito. Abraço. :)

  7. Joana Vasconcelos diz:

    Pedro, que texto fabuloso! Gostei muitíssimo! Mais logo volto, de forma menos sucinta. Agora tenho que ir, já estou completamente atrasada …

  8. Eugénia de Vasconcellos diz:

    PMS, gosto muito quando escreve quilómetros: porque escreve bem, escreve bonito e na primeira pessoa. E ainda vou relê-lo.

    Se eu nunca tivesse visto um filme de Shyamalan, ia comprá-lo para o fim de semana. E com o enviesamento do seu olhar, se calhar, gostava-o.

    Mas dizer que não reconher Shyamalan, é não reconhecer Perrault, La Fontaine ou Grimm, é incorrecto. A linguaguem de uns não é a linguaguem de outro. Uns são polpinhas de lagosta, outro delícias do mar.

  9. pedro marta santos diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Eugénia. Se calhar tem razão: gosto tanto dos filmes dele (à excepção de “The Sixth Sense” e de largas secções de “Lady in the Water”) que exagero um bocado…

  10. Joana Vasconcelos diz:

    Pedro, como há pouco apressadamente deixei dito, gostei muito deste seu post.

    Da ideia de o construir a partir da Primeira Epistola aos Coríntios (13, 1–13). E da leitura que dela faz. O texto de Paulo é belíssimo e revelador – sobretudo o inicio e a parte final. E apesar de frequentemente reduzido à categoria de leitura standard de celebração de casamento católico, mantém-se intacto na sua riqueza e densidade. A pedir e a merecer outras leituras, como esta sua.

  11. pedro marta santos diz:

    Fico contente por ter gostado, Joana.

  12. Pedro Norton diz:

    Obrigado, caro Pedro, por este extraordinário texto. Sempre intuí que a provocação ia valer a pena. Obrigado, sobretudo, por me emprestares os teus olhos para descobrir este Shyamalan que, «de olhos bem abertos», nunca tinha sabido ver. Malgré Willis (não me faças gostar dele por favor!) vou revê-lo. Todo.

  13. pedro marta santos diz:

    Obrigado, eu, Pedro, por me desafiares a voltar a olhar para ele. E para Haneke, talvez o meu realizador europeu preferido dos últimos anos — há uma adaptação dele de “O Castelo” de Kafka, para a televisão austríaca, que vale a pena ver. Saiu uma edição espanhola, com legendas em castelhano.

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