
“A Vertigem da Lista” — Umberto Eco, 2009
Não, não me atrevo a fazer uma lista e chamar-lhe a mãe de todas as listas. Este senhor sim.
Para todos os amantes de listas. Um monumento.

“A Vertigem da Lista” — Umberto Eco, 2009
Não, não me atrevo a fazer uma lista e chamar-lhe a mãe de todas as listas. Este senhor sim.
Para todos os amantes de listas. Um monumento.














Fantástica sugestão! To whom it may concern: existem já traducões em ingles (The infinity of lists) e francês (Vertige de la liste) …
Scusa, Vasco, però spesso trovo l’italiano troppo faticoso … :)
E em Português. A Vertigem das Listas, Difel 2009
E como não tinha tido ainda oportunidade, que sejas muito bem vinda! Como instigador do teu enterro desde a primeira hora, fico muito contente de aqui te encontrar, agora já cadáver com plenos direitos de autor!
Boa, boa! Quer dizer que hoje mesmo vou ter um exemplarzito na minha posse …
Vasco, tens a noção de que neste momento estamos já em condições de elaborar em conjunto uma Lista de Títulos do Livro do Eco sobre Listas? Para dar um toque mais cosmopolita acrescentaria apenas o germânico Die Unendliche Liste … E prontos!
Quanto a boas-vindas e instigações, só no mundo alla rovescia que é este extraordinário lugar de Gente Morta, um cemitério funciona round the clock, os mortos vivem num desassossego de posts e comentários cruzados, alguns dos quais (os posts) bastante barulhentos, um instigador de uma conduta em qualquer outro contexto reprovável e a alegada vítima de tão nefasto acto se saúdam, alegre e afectuosamente, rejubilando pela partilha da condição de cadáver! Totalmente bizarro mas fantástico! E mortalmente divertido!
Vasco Malvado!
Não posso afirmar que quem primeiro quis matar a Joana fui eu — eu que a desconhecia excepto pelos comments -, mas posso afirmar que fui a primeira a dizer, sem que soubesse que a alguém a conhecia e a queria para morta: mate-se a Joana que este cemitério a quer.
Digamos que matar, matar, matamos a nossa saudosa Bellatrix. Confesso ter um bocadinho de saudades dessa leitora de tão misterioso nome.….…
Eugénia e Vasco, movemo-nos realmente noutra e delirante dimensão: se alguma vez eu havia de ficar toda contente por ter várias e estimáveis pessoas — elas próprias defuntas — a desejarem-me a morte!!!
A Bellatrix já estava morta desde a publicação do último Harry Potter, em Julho de 2007. Foi “despachada” pela simpática e rechonchuda Mrs. Weasley nas últimas páginas do delicioso livro quando, malvada, se preparava para matar a intrépida e ruiva Ginny, sua única filha e amor da vida do Harry Potter… Não desanimes, pois, Vasco: se ela, morta, já dificilmente estava sossegada, imagina duplamente morta …
PS — Vasco, tu sabias quem era a Bellatrix! Ou não?!!
Sim, sabia quem era a Joana Bellatrix. O que eu não sabia é que a Bellatrix vivia nas páginas do Harry Potter.
Vasco, acho muito bem que nos acenes com o Eco e com a vertigem dele pelas listas. Mas acho muito mal que essa seja desculpa esfarrapada para não fazeres a tua lista. Também tenho aqui à frente a “Encyclopédie Capricieuse du Tout et du Rien” do senhor Charles Dantzig, Éditions Grasset, que tem 800 páginas de listas (incluindo uma de cheiros e outra de famílias a esterilizar), e não me baldei ao exercício diletante. Encore un effort…
A Bellatrix era uma bruxa má, má, má — mas inquestionavelmente a melhor, dentro do género medonha. Apesar de ser fanática, destrambelhada e desgrenhada, e de ter, ao longo de quatro dos sete volumes da saga, torturado e morto imensos feiticeiros simpáticos, bons e corajosos, foi sempre one of my favourites. E nos filmes, a Helena Bonham-Carter fá-la tão agressiva e aloucada, que até rosna e rola os olhos… Absolutamente fantástica, a Bellatrix… até eu tenho saudades …