Olá MSF! Bem haja por esta tendre tendresse! Era mesmo disto que eu estava a precisar!
Não sei se existe a melhor canção do Brel. Gosto muito delas todas, e há várias que absolutamente me encantam – Une valse a mille temps, Ne me quitte pas, Le plat pays, Quand on n’a que l’amour, Les Biches, Les bourgeois, Bruxellles, Amsterdam, Marieke, Le moribond e, claro, esta… Uma só é que não poderia, nem quereria escolher…
PS 1 — MSF, também gostei do seu post anterior: muito bem, como sempre, o Strauss e também o Barenboim (as palminhas é que era escusado) mas agrada-me mais esta (des)harmonia.
PS 2 – Eugénia e Pedro Marta Santos: quais Clooneys e Pitts, quais Brandos e Burtons: o Brel vai direitinho para a minha lista de Vasconcelos objectos de desejo!
Joana: se Brel lhe agarra a estética, a ética e a técnica, que me diz, nas mesmas conjugações, de Dirk Bogarde enquanto jovem ? (upps, lá escorreguei outra vez…) Delon no início de “O Eclipse” ou no final de “Monsieur Klein”, talvez? Aproveito para lhe desejar as boas vindas ao Paraíso Perdido. O guia da noite usa smoking e chama-se Fonseca. Manuel Fonseca. Desconfie dele.
Joana, não preste atenção ao PMS. Siga antes o conselho que Nelson Rodrigues dava às lindas mulheres que, passando-se ele por MYrna, vinham a seu consultório sentimental: “Fuja do homem bonito”. Esse heleno de 20 anos que o PMS finge ser… Và por mim que, para 2010, já pedi alma nova e nariz novo.
o PMS, pasme-se, não a induziu em erro. O MSF, como decerto está cansada de saber, é perigoso. No entanto, o PMS, também não faltou às aulas de mefistofilia.
Sabe Deus porquê, estava para aqui a ler o Nelsinho e diz ele a acertado passo: “Toda a mulher perdoa”. O Nelson não chegou a conhecê-la, pois não, Eugénia?
Não gaste os alfinetinhos, MSF. Se o Nelson Rodrigues me tivesse conhecido, teria escrito a verdade como ela é em vez dessa sonsice passiva agressiva: nenhuma mulher perdoa, e todas, se tiverem oportunidade, se vingam.
Eugénia, bem me parecia. Tanta Vénus, tanta Lolita, tanto chapéu…Eles bem tentaram disfarçar a cumplicidade, mas quando meteram o Polanski à festa estragaram tudo! Lá diz a minha mãe: birds of the same feather plot together…
MSF, agora baralhou-me! Quem é o homem bonito de quem é suposto eu fugir? O PMS (tenho que ir ver a foto do perfil dele) ou VExa, depois de arreglar o narizito em 2010? Avise-me, por favor, quando chegar a altura … Quanto à parte do perdão, aposto que o aludido Nelsinho não insinuava piromanias em plena quadra natalícia …
Olá Pedro, muito obrigada pelas boas-vindas e pela advertência. Usarei da máxima prudência, com o referido Fonseca. Mas, visto que trouxe o Milton à baila, diga-me, será o misterioso S de Satan? Ou apenas de Smoking?
Quanto às sugestões que me faz, nem um, nem outro. O que me agrada no Brel é o conjunto, a música, aquela tremenda intensidade, que o Delon manifestamente não tem, para além de que não gosto daqueles olhos. Talvez acrescentasse à minha lista Jeremy Irons, Johnny Depp, Liam Neeson and Mr Darcy himself, Colin Firth.
Taxi, ao som de Plastic Bertrand (juro que vou ouvir, ignorante que sou) mando-te um abraço e votos de um grande 2010 para ti e para o Pratinho de Couratos.
maria araújo, mesmo sem mandato atrevo-me a informá-la de que o PN regressa à campa na segunda semaninha de Janeiro, sem prejuízo de alguma visita súbita. É por bem e dará concerto zen logo a seguir.
Não me surpreende o que afirmam relativamente aos Homens. Vejam, e oiçam, o que ele também julgam saber a Vosso respeito. Aqui, na voz rouca de Anthony Quinn:
Desenterremos os mortos se queremos cuidar dos vivos. "É Tudo Gente Morta" é um blogue. A vaga ideia que inspira o título é a celebração das pessoas a quem muito devemos, mais nos deslumbraram e, peganhentos, amamos ou amámos (passe a cacofonia). Com raras e conspícuas excepções é tudo gente que já morreu.
O "É Tudo Gente Morta" quer-se hedonista: preferimos ser hagiográficos a críticos.
Pode, numa linha anti-Tratactus, falar-se de tudo: aquilo de que não se pode falar não tem, Mr. Wittgenstein, de ficar em silêncio. Pode fotografar-se. Ou desenhar-se. Tudo com destemperada elegância e liberdade de espírito.
Cabem no blogue derivas (ai Lyotard, Lyotard) que vão de gostos musicais até dramas futebolísticos, passando por religião, sexo, pintura, literatura, antropologia, política, economia, matemática, ciência, filosofia, trivialidades. Dissemos sexo? Dissemos! Mas queríamos dizer amor.
O blogue é nómada. Assente no triângulo Lisboa, Cascais, reyno dos Algarves, abriu também delegação nos USA, doce Itália, e Brasil dos nossos sonhos. Temos o confesso desejo de futura lança em África. Prometemos ainda transumância zen de Macau ao Cambodja, Hong Kong ao Vietnam.
É evidente, caramba, que escreveremos, em cândido assassinato que seja, sobre a actualidade e sobre os mais vivos dos criadores vivos.
Caros leitores, escrevam também: os comentários são livres e bem vindos. A título de disclaimer: serão apagados os que constituam ofensa ad hominem gratuita e abusiva.
Memento mori.
Instruções
Semanalmente, um querido morto é destacado. Os anteriores homenageados estão no nosso Cemitério, acessível com um simples clique no título "Queridos Mortos"
O nosso arquivo, é um rol de títulos. Achamos que fica bonito assim. Talvez pouco prático, mas bonito. Pode sempre consultar a lista por meses e, aí sim, os posts estão ordenados e com o texto completo, de forma mais legível.
O folhetim / Cadavre Exquis foi uma história a várias mãos. Semanalmente saiu um novo texto, que agora estão arquivados. Poderá lê-los carregando no título da secção "Cadavre Exquis".
Tenho muito, muito mau feitio, um génio desalmado que me incendeia e sobe a tensão. Vá lá, Deus deu-me por junto um bom humor crónico como uma doença. Adoro romancistas, ensaístas, poetas e dramaturgos chatos como a potassa, queria ter todo o Eduardo Lourenço, e não tenho, todo o Larkin, todo... - o insuportável Cabral de Melo Neto está completo, parece. Tenho fraqueza por Cristina Campo e Adélia Prado. Era capaz de fazer mal ao Herberto Helder. Sou pirosa e conservadora, porém, no mau sentido, ie, gosto de sapatos de verniz e acho que o sexo só condiz com o amor. Ora isto é mau: quase nunca está na moda usar sapatos de verniz e sofro de uma horrível dificuldade amadora. Enfim, é como tudo, forma o carácter. Porque isto é pouco, o amor dá-me nervos porque me descontrola os níveis de ciúme que eu finjo não ter e faz-me tão peganhenta que dá náuseas. Odeio. Não sou loura, não tenho 1.75m e 50 Kg, não ponho o cabelo de outras pessoas em extensões, a silicone dentro do corpo mete-me medo, não uso copa C, não tenho um rabinho de um palmo. Já fui mais nova, mais bonita, rija e anti gravítica, agora sou mais gira e mais feliz. Se tenho instinto maternal, nunca o vi, dou-me bem com o meu sobrinho porque ele é terrível, com crianças porque as compreendo. A maior parte das pessoas dá-me seca. Gostar, gostar, gosto de café e de andar de bicicleta. Perfeito é o meu cão.
Gosto de brincar ao faz-de-conta e de andar nas nuvens. Desta janela de avião é fácil ser papagaio de papel. Ou papelão. Caloroso e leve, cabeça de vento. Mas com peso bastante para ares salgados e voos altos (nem que sejam só sobre o globo da mesa-de-cabeceira). Bico afiado para repastos lentos. Penas soltas para tinteiro e tela. E erva branda para o tombo certo...
Sou feliz. Muito. E gosto. Fui abençoada pelo meu Criador com uma capacidade, até ver infinita, de desfrutar em pleno cada momento que passa, de descobrir um lado positivo em tudo o que de bom e de menos bom me vai acontecendo, de rir do irresistível absurdo das situações mais tensas ou dramáticas. Sempre suspeitei – e a vida tem-mo confirmado – que nunca nada acontece por acaso, que tudo tem o seu tempo e que, no limite, tudo faz sentido. Difícil, às vezes, é percebê-lo. E aceitá-lo. Agrada-me a ideia de que, ainda assim, a minha parte está por fazer e que muito depende das minhas escolhas e decisões, do meu trabalho e do meu esforço. Sinto que o melhor desta vida ainda está para vir. E, por isso, gozo o presente com alegria e esperança. Quanto ao passado, recordo-o com ternura, alguma saudade e quase nenhum remorso. Acredito que a morte não é o fim e que me está reservado um belo final, eternamente feliz. Mas, por ora, heaven can wait...
Já me renconciliei com a ideia de que nunca irei ler todos os livros do mundo. Em Outubro de 2010 passei a defender com intransigência que 42 = “the secret to life, the universe and everything” esperando ter-me tornado oficialmente sábia que é o que ambiciono de verdade, depois de ter querido ser cabeleireira, escritora, jornalista, astronauta e joalheira, não necessariamente por esta ordem. Acredito piamente que há mais coisas no céu e na terra do que aquilo que a nossa imaginação alcança e que os milagres acontecem todos os dias. Pelos meus 8 anos zanguei-me com a Igreja quando percebi que não podia ser Papa, mas tenho geralmente muito bom feitio e uma pachorra de santa. Lido mal com as críticas e muito bem com o riso e a galhofa em geral. Dizem-me que tenho voz de fadista mas não me convencem. Embora tenha gosto por tons mais soturnos, saudades, saudades...só mesmo do Algarve de há uns 30 anos. Costumo dizer que não tenho medo da morte. Vamos ver como é que me aguento aqui no cemitério.
Neste blog amortalhado,
De alegres e vãos mortais,
Me confesso, eu, condenado
Pela mortandade dos pais –
Lázaro ressuscitado,
Morredoiro uma vez mais:
Sou mortal, por nascimento,
Por vocação, mais de além,
Que a morte, no esquecimento,
Nem toda a vida contém.
Hedonista desregrado,
Com maior dor que prazer,
Sportinguista moderado
(para não deixar de o ser),
Português, cantando o fado,
De um Portugal por fazer…
E em tudo isto interessado
Em preparar meu morrer!
A minha tendência para celebrar os mortos começou quando, ainda mal entrado na adolescência, ouvi o “Atmosphere”, dos Joy Division. Casei com o Direito, a quem jurei compromisso para a vida na condição de me deixar ir, noite fora, para os braços de uma amante misteriosa, de múltiplos disfarces e estilo indie, que me leva às campas dos meus imortais de estimação. Pela mão de Buzzati, fui ao Deserto dos Tártaros, onde não se passa absolutamente nada a não ser esperar pela morte, e de onde consegui sair para mudar a minha vida. Fui condenado por romantismo pueril por me emocionar com histórias de amor belas e simples mas a minha pena acabou por ser atenuada por ter sido apanhado vezes sem conta a (tentar) decifrar anões do Lynch. Já não sei se sou de direita ou de esquerda mas tenho pavor da cultura à solta no mercado. E vivo em pânico de, no dia em que o “mal de vivre” me visitar, o anjo Clarence nada ter para me mostrar. Mal me ficaria terminar a história da minha vida sem dizer, alto e bom som, sim, sou orgulhosa e apaixonadamente do Benfica.
Tive um bisavô Galego e um tio avô monárquico. Uma avó beata e uma vinda de Toulouse. Um avô germanófilo e um outro mais cinéfilo. Tenho um pai intercontinental, uma mãe literária, uma mulher “workaholic” e dois filhos já demasiadamente Italianos. Não resisto a uma temperada e crocante chamuça mas não gosto de peixe no forno nem de coloridas gelatinas de bacalhau. Já marchei em Tancos, já trabalhei numa fábrica no Cairo, já remei em Titicaca, já tomei banho nas praias de Goa e já cantei karaoke em Xangai. No entanto ainda me falta muito para lá chegar. Os meus melhores amigos consideram-me um lírico, hipócrita e fantasista. Leio furiosamente, ouço de tudo, vejo o que posso e tendo a sonhar mais do que devia. Lisboeta de corpo e alma. Sempre. Até que a morte nos separe.
Vim ao outro lado do Atlântico ver como é a América, ao mesmo tempo que aprendo a aprender sobre o mundo das pequenas peças que nos compõem. Não gosto de abreviaturas, mas gosto de palavras novas. Leio muito menos do que devia, ainda assim encontro tempo para não ter de dizer que não a uma empada de pato do Natário. Há dias em que gasto horas a ouvir umas músicas dos anos setenta que estavam numa cassette que o meu pai nos deixou como herança. Não sei se gosto mais da vida aos bocadinhos se dos bocadinhos da vida. Quando volto a casa, ligo sempre o rádio para ouvir queixumes e depois, espero que Lisboa se esvazie para ir ouvir o seu silêncio.
Idade: 41
Sexo: bem, obrigadinho
Actividade: curador e epicurista de guiões
Sonho: molhado ( o elixir que conserva o brilho do Oscar é escorregadio)
Frustração: não ter o sorriso do Robert Redford, o instinto do Robert Towne, a delicadeza do Robert Frost e a inteligência do Roberto Baggio
Saudade: do avô paterno
Vício: identificar o número de cenas de filmes do Ford em que aparece o Victor McLaglen (há também as cenas em que Victor apenas se ouve, resmungão, em off)
Palavra: dignidade (lembro-me sempre dela quando sou indigno)
Mulher: a minha - pérfida conspiradora de uma máquina esquerdista intitulada "Jugular" - e as de Tamara de Lempicka
Objectivo: o azul esplendor da preguiça
Em 2009 dobrei a crista dos 50 e não corro ao engano: agora é que vai começar a montanha russa.
Não interessa onde nasci e sempre vivi; sou mesmo é de Vale Paraíso – um nome destes não se perde.
Sou sportinguista, sei olhar o infortúnio de frente, como parte da natureza das coisas. Isto dá blindagem em vez de insuflar.
De um ponto de vista da taxonomia social pertenço ao “neues prolektariat”, desempenhando a parte que me cabe com escrúpulo e, muitas vezes mesmo, com alacridade. E gravata quando é preciso.
Ele há outros temas candentes há, mas o que for, adiante se verá.
Sou um experimentalista caótico. O meu método é uma inexplicável fé de que a maioria dos problemas se resolve por si. Sou também um poço de vícios: falar alto (sou um pouco surdo), ter galharda opinião sobre quase tudo, ser especialista em generalidades e acreditar que tenho montes de razão na maioria dos casos são apenas algumas das características com que, cheio de prosápia, irrito familiares e amigos. Também sou preguiçoso.
Gosto de escrever, de ler, pintar, pescar e adorava ter uma quinta a sério (a ideia de Farmville enfastia-me até ao absurdo).
Teria com prazer feito vida em África, que conheci na guerra colonial, e gostava de ter estado no lugar de Pigafetta.
O meu poeta preferido é o ultra-cristão e hoje quase desconhecido Patrice de La Tour du Pin.
Nunca me vi de perfil mas garantem-me que não perco grande coisa. Não troco uma boa imperial por nenhum champanhe do mundo e desconfio de todos os livros com menos de trinta anos. Sei de um corvo chamado Laércio, deixei crescer a barba para me fazer de rijo mas continuo a ler o «Blake & Mortimer» às escondidas. Quando for grande hei-de de jogar à bola como o Chalana e o Super Maxi vai voltar a chamar-se Maxi Delicô. Quanto ao mais, cinema mudo sueco, Oscar Peterson e uma inconfessável Simpatia pelo Diabo. Assim como assim, antes morto do que meio vivo.
Já vivi duas vidas.
A primeira – ilegítima, cruel e inocente – dizem que foi numa África a-histórica, terra obscura que mapas e viajantes omitem. Ficou-me, indelével e colonial, o hábito de ser feliz.
Vivo agora a segunda: hedónica, nonchalante, inviável e sem esplendor. Uma vida de gostos sonâmbulos: editar livros e produzir filmes. Nova vida, o mesmo destino: o amor de tudo querer amar, um peregrino optimismo.
Adorava morrer de golo de ouro. Quem gosta muito de futebol de “mata, mata” e já conheceu o medo da inapelável perda ou a glória infinita de ganhar, saberá do que falo.
Fascinam-me os mais sórdidos textos de Borges e Larkin, a brancura ideológica dos filmes de Ford.
Acho, devo ser de esquerda.
Olá MSF! Bem haja por esta tendre tendresse! Era mesmo disto que eu estava a precisar!
Não sei se existe a melhor canção do Brel. Gosto muito delas todas, e há várias que absolutamente me encantam – Une valse a mille temps, Ne me quitte pas, Le plat pays, Quand on n’a que l’amour, Les Biches, Les bourgeois, Bruxellles, Amsterdam, Marieke, Le moribond e, claro, esta… Uma só é que não poderia, nem quereria escolher…
PS 1 — MSF, também gostei do seu post anterior: muito bem, como sempre, o Strauss e também o Barenboim (as palminhas é que era escusado) mas agrada-me mais esta (des)harmonia.
PS 2 – Eugénia e Pedro Marta Santos: quais Clooneys e Pitts, quais Brandos e Burtons: o Brel vai direitinho para a minha lista de Vasconcelos objectos de desejo!
Joana: se Brel lhe agarra a estética, a ética e a técnica, que me diz, nas mesmas conjugações, de Dirk Bogarde enquanto jovem ? (upps, lá escorreguei outra vez…) Delon no início de “O Eclipse” ou no final de “Monsieur Klein”, talvez? Aproveito para lhe desejar as boas vindas ao Paraíso Perdido. O guia da noite usa smoking e chama-se Fonseca. Manuel Fonseca. Desconfie dele.
Joana, não preste atenção ao PMS. Siga antes o conselho que Nelson Rodrigues dava às lindas mulheres que, passando-se ele por MYrna, vinham a seu consultório sentimental: “Fuja do homem bonito”. Esse heleno de 20 anos que o PMS finge ser… Và por mim que, para 2010, já pedi alma nova e nariz novo.
Joana,
o PMS, pasme-se, não a induziu em erro. O MSF, como decerto está cansada de saber, é perigoso. No entanto, o PMS, também não faltou às aulas de mefistofilia.
Sabe Deus porquê, estava para aqui a ler o Nelsinho e diz ele a acertado passo: “Toda a mulher perdoa”. O Nelson não chegou a conhecê-la, pois não, Eugénia?
Não gaste os alfinetinhos, MSF. Se o Nelson Rodrigues me tivesse conhecido, teria escrito a verdade como ela é em vez dessa sonsice passiva agressiva: nenhuma mulher perdoa, e todas, se tiverem oportunidade, se vingam.
Eugénia, bem me parecia. Tanta Vénus, tanta Lolita, tanto chapéu…Eles bem tentaram disfarçar a cumplicidade, mas quando meteram o Polanski à festa estragaram tudo! Lá diz a minha mãe: birds of the same feather plot together…
MSF, agora baralhou-me! Quem é o homem bonito de quem é suposto eu fugir? O PMS (tenho que ir ver a foto do perfil dele) ou VExa, depois de arreglar o narizito em 2010? Avise-me, por favor, quando chegar a altura … Quanto à parte do perdão, aposto que o aludido Nelsinho não insinuava piromanias em plena quadra natalícia …
Olá Pedro, muito obrigada pelas boas-vindas e pela advertência. Usarei da máxima prudência, com o referido Fonseca. Mas, visto que trouxe o Milton à baila, diga-me, será o misterioso S de Satan? Ou apenas de Smoking?
Quanto às sugestões que me faz, nem um, nem outro. O que me agrada no Brel é o conjunto, a música, aquela tremenda intensidade, que o Delon manifestamente não tem, para além de que não gosto daqueles olhos. Talvez acrescentasse à minha lista Jeremy Irons, Johnny Depp, Liam Neeson and Mr Darcy himself, Colin Firth.
O Neeson tem uma coisa impressionante: parece ser capaz de suportar às costas todas as provações do mundo, superá-las e não pedir graças por isso.
Sou fã desde o Michael Collins, que me fez descobrir também o fantástico Alan Rickman, cuja voz incluiria também na minha lista …
J. Brel.?
Eu amo!
seu blog é uma boa inspiração !
Há! e também é belga. É Plastic Bertrand.
UM BOM ANO PARA TODOS
Taxi, ao som de Plastic Bertrand (juro que vou ouvir, ignorante que sou) mando-te um abraço e votos de um grande 2010 para ti e para o Pratinho de Couratos.
… quero dizer há melhor que Brel.
E para quando uma canção de Pedro Norton?Há muito que se não ouve…
maria araújo, mesmo sem mandato atrevo-me a informá-la de que o PN regressa à campa na segunda semaninha de Janeiro, sem prejuízo de alguma visita súbita. É por bem e dará concerto zen logo a seguir.
Dilectas Eugénia de Vasconcellos e Bellatrix,
Não me surpreende o que afirmam relativamente aos Homens. Vejam, e oiçam, o que ele também julgam saber a Vosso respeito. Aqui, na voz rouca de Anthony Quinn:
http://www.youtube.com/watch?v=9KJR3bzLX0U
A parte interessante começa aos 4 minutos. Mas, aos 5’56″… oiçam bem…