Branco de Sugimoto
Hiroshi Sugimoto, Radio City Music Hall (1978)

Hiroshi Sugimoto, Radio City Music Hall (1978)

A que soa um filme inteiro concentrado num único segundo?  Soa a branco. Branco de várias cores. Uma vezes mais brilhante, outras tantas mais «noir». Tudo depende, claro está, da alma do filme. Filmes optimistas são de um branco mais quimicamente branco. Filmes nostálgicos perdem o brilho estridente do branco mais puro. Entre 1976 e 1999 Hiroshi Sugimoto fotografou filmes em série. «Serial conceptualist», dizem. Salas clássicas, salas modernas, drive-ins, nickelodeons. E fez caber cada filme no espaço de uma única exposição. Em cada fotograma condensou todo o drama que pode viver em duas horas de cinema. Assim. Enquanto o obturador esfrega um olho, ficaram congelados Murnau, Kubrick, Renoir, Mizoguchi, Lang, eu sei lá. O mesmo é dizer, todos os dramas do Mundo. O branco, em Sugimoto, é sinónimo de excesso.


Cinerama Dome, Hollywood, 1993 Hiroshi Sugimotohiroshi_sugimoto-rosecrans_drive-inhiroshi-sugimoto_theater-1_small

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