A propósito de beijos, de Paris e de morenas

 Com tanto beijo e morenas à solta, e se ainda acredita que o coup de foudre está à sua espera numa noite em Paris, não esqueça os dois elementares cuidados a ter com a língua francesa:

 

1. Que, a não ser que seja adepto de um bom estalo na (sua) cara, o substantivo baiser, já aqui abundantemente dissecado, não tem como forma verbal o homónimo baiser, mas sim embrasser;

2. Que em caso algum deverá trautear, em ambientes em que estejam presentes senhoras respeitáveis, aquilo que la (plus belle) brune Bruni nos canta de seguida.

 

 

Comentários a “A propósito de beijos, de Paris e de morenas” (6)

  1. Vasco diz:

    Diogo, tenho a certeza que querias dizer “la piú bella bruna” e não “la plus belle brune”. Giusto?

    • Diogo Leote diz:

      Giustissimo Vasco ma… “la piú bella bruna”, graças às Brigadas Vermelhas, às suas letras quase sempre em francês e a Sarko, também é… “la plus belle brune”.

      • Vasco Grilo diz:

        Graças a Sarko ou apesar de Sarko?

        A Bruni foi muito maltratada em Itália quando o ano passado resolveu fazer alguns comentários menos simpáticos sobre o seu país. Conheço bem o fenómeno pois cada vez que decido criticar a Itália cá em casa acontece-me o mesmo!
        abraço.

  2. BELLATRIX diz:

    A primeira vez que ouvi esta música, já lá vão mais de vinte anos, foi no Bar da Católica, a pontuar o palpitante relato de – presumo que uma ínfima parte – das aventuras vividas, numa ida a Paris nas férias, por três ainda hoje muito queridos colegas …

    Deu logo para perceber que era asneira … pelo ar pícaro com que o primeiro a trauteava, mas, sobretudo, pelo ar embaraçado do habitualmente composto segundo (o terceiro cúmplice was nowhere to be seen)…

    • Diogo Leote diz:

      Haveria algum futuro Gente Morta nessa palpitante e embaraçosa conversa?

      • BELLATRIX diz:

        Quanta perspicácia, Diogo! Está-se mesmo a ver que sim …

        Mas … quem? Qual, de tantos e tão ilustres co-bloggers seria ?

        E, pormenor a não descurar, em que qualidade participaria ele nesta remota e reveladora sessão? Era o que – chamemos-lhe assim – cantava? Ou era o outro, o que ria, visivelmente caught red handed?

        EIS UMA ADIVINHA PARA O DIOGO LEOTE!

        PS — Estou certa de que ele de bom grado aceitará uma ajudinha, por pequena que seja. Afinal, já foi há tanto, tanto tempo … .

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