Não sei se era Sábado mas sei que o meu Pai me levava, uma vez mais, pela mão. Não sei se invento, mas sei que gosto de recordar que visitávamos sempre os museus de mão dada. O tempo era Bruges e o lugar algures na minha meninice. No fim pedi-lhe um postal que, sabiamente, fiz por perder. O que nunca mais se apagou foi a imagem do sofrimento do Juiz Sisamnes, esfolado vivo por ordem de Cambyses. Prevaricação disse ele. Até hoje estou para saber o que é que isso quer dizer.


















http://www.harris-greenwell.com/HGS/FlayingFalseJustice
Encontrei este artigo sobre o quadro — uma vez que não o conhecia — e a história que o inspirou.
Já agora partilho :)
ads, Obrigado pelo link. Não conhecia a história em todo este detalhe.
À primeira vista diria que, na cena retratada, já se tinha passado há muito a fase do julgamento.
Afinal não era só o Lampião, sim o Virgulino Ferreira, a aplicar a “técnica”. A coisa, pelos vistos, vem bem mais detrás…Todavia, o conhecimento da história e da estória, enriqueceu-me.
Estranhas criaturas, as crianças.
Este seu post e antes o outro, com o caldeirão, fizeram-me lembrar as vezes em que me levavam, às vezes contrariada, ao Museu de Arte Antiga e o irresistível fascínio que sempre me causavam as Tentações de Santo Antão. Sobretudo os enorme peixes voadores e os pássaros malvados.
O mesmo irresistível fascínio que revi nas minhas crianças quando há tempos decidi levá-las lá. Iam ligeiramente contrariadas. Mas continuam imbatíveis, os peixes voadores e os pássaros malvados.
Bellatrix: as Tentações também me fascinavam. Não podem deixar de fascinar qualquer criança. Mas era aquele inferno que mais me impressionava.