Memórias menores
Gregori Rasputine

Григорий Распутин
da wikipedia

Há pormenores, episódios e detalhes menores que, por vezes e sem explicação, nos ficam gravados na memória. O que levará o cérebro a marcar com mais exactidão os contornos destas memórias?

Hoje, sem aparente razão, lembrei-me de ter lido, num dos livros do Príncipe Youssoupoff, que Rasputine habitava no nº 64 da rua Gorokhovaya, em São Petersburgo. Talvez tenha sido por Rasputine ser a personagem obscura que, mas também por Youssoupoff, um dos carrascos do Monge Louco, ter descrito o seu feito tão aberta e impunemente.

Ainda assim, à procura de verificação desta minha memória menor, dei com uma entrevista do actual (em 2006) residente do apartamento que em tempos foi de Rasputine. Pelo que consta, a história ainda pesa naquele imóvel, sendo que o tal habitante, um pintor, até ganha parte da vida com isso. Mas a história pesa por toda a Rússia, sendo que cartas e cartas vão chegando ao apartamento, ainda endereçadas a Rasputine, pedindo bênçãos, ou ao pintor, pedindo relíquias. Aqui fica uma, mencionada nessa entrevista:

“Grigori,
I am a man who is not lacking in health, was born in the country, drank milk from birth, and then “kvas”. At 16 years old switched to something stronger. Until the age of 55 I had no complaints. But lately, I have been having some problems. I married a young girl, she is only 28! Anyway, my great starets, I have a problem. At night. I can’t do anything with my new wife. Help me! I am writing to St Petersburg, even though they say you are dead. I think it is all lies. I believe that you will help me, even from the beyond, I will light a candle for you in church”

Comentários a “Memórias menores” (2)

  1. Turmalina diz:

    Pobre Rasputin… e será que o sujeito sabia que ele foi castrado???

  2. BELLATRIX diz:

    Entre as várias substâncias “stronger” que este pobre homem em apuros diz ter consumido na sua juventude estiveram certamente as músicas dos inigualáveis BoneyM.

    Nas quais se destaca – horror entre os horrores – o Rasputin, “Russia’s greatest love machine” e cuja letra enfileira pérolas como “he could preach the bible like a preacher, full of ecstasy and fire, but he also was the kind of teacher, women would desire” (há umas piores). Dentro do mesmo registo, o indescritível teledisco (all over You Tube), também ajuda a perpetuar o mito dos seus superlativos dotes.

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