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	<title>Comentários em: 05 Agora e na hora da nossa morte</title>
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		<title>Por: Eugénia de Vasconcellos</title>
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		<dc:creator>Eugénia de Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 16:09:40 +0000</pubDate>
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		<description>Sabe, Manuel Fonseca, que tenho uma linda edição do meu Cântico dos Cânticos? Com tradução de José Tolentino Mendonça e desenhos de Ilda David. 

Estimado Orcama, não soube, verifico, expressar adequadamente o que pretendia: o amor, a boca para ser beijada e a vida comum de dois que se amam, dar a mão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe, Manuel Fonseca, que tenho uma linda edição do meu Cântico dos Cânticos? Com tradução de José Tolentino Mendonça e desenhos de Ilda David. </p>
<p>Estimado Orcama, não soube, verifico, expressar adequadamente o que pretendia: o amor, a boca para ser beijada e a vida comum de dois que se amam, dar a mão.</p>
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		<title>Por: Orcama</title>
		<link>http://www.etudogentemorta.com/2009/11/05-agora-e-na-hora-da-nossa-morte/comment-page-1/#comment-1212</link>
		<dc:creator>Orcama</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 23:54:09 +0000</pubDate>
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		<description>Não tendo a erudição do sussurrante Manuel &quot;Salomão&quot; Fonseca e, sendo quiçá um espírito mais prático, apetece-me cometer o supremo sacrilégio de alterar a última frase, por uma questão de decorosa precedência. Ficaria deste modo:

&quot;Assim, dou-te a mão para me dares a mão e dou-te a boca para a beijares&quot;

Desculpe-me a Autora, mas o mal já está feito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não tendo a erudição do sussurrante Manuel “Salomão” Fonseca e, sendo quiçá um espírito mais prático, apetece-me cometer o supremo sacrilégio de alterar a última frase, por uma questão de decorosa precedência. Ficaria deste modo:</p>
<p>“Assim, dou-te a mão para me dares a mão e dou-te a boca para a beijares”</p>
<p>Desculpe-me a Autora, mas o mal já está feito.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: manuel s. fonseca</title>
		<link>http://www.etudogentemorta.com/2009/11/05-agora-e-na-hora-da-nossa-morte/comment-page-1/#comment-1210</link>
		<dc:creator>manuel s. fonseca</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 23:34:32 +0000</pubDate>
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		<description>O aroma é, cara Eu-génia, de Cântico dos Cânticos. Crivelli saberá porquê, lembrei-me de Salomão e de a Sulamite o ouvir sussurrar:

&quot;Como és bela, minha amada, como
és bela.
Teus olhos são duas pombas, atrás do véu.
Tua cabeceira é um rebanho de cabras,
descendo pelas vertentes de Galaad.
Teus dentes, rebanho de ovelhas tosquiadas
que sobem do bebedouro,
duas a duas sempre juntas.&quot;

Não admira que quisesse Sulamite que ele a beijasse com os beijos da sua boca, amor melhor do que o vinho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O aroma é, cara Eu-génia, de Cântico dos Cânticos. Crivelli saberá porquê, lembrei-me de Salomão e de a Sulamite o ouvir sussurrar:</p>
<p>“Como és bela, minha amada, como<br />
és bela.<br />
Teus olhos são duas pombas, atrás do véu.<br />
Tua cabeceira é um rebanho de cabras,<br />
descendo pelas vertentes de Galaad.<br />
Teus dentes, rebanho de ovelhas tosquiadas<br />
que sobem do bebedouro,<br />
duas a duas sempre juntas.”</p>
<p>Não admira que quisesse Sulamite que ele a beijasse com os beijos da sua boca, amor melhor do que o vinho.</p>
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