
FAÇA VOCÊ MESMA #3
Categoria: torturas
Esta é uma maldade para fazer muito raramente porque causa um mau estar enervante.
Sim, desta vez vai precisar de material de apoio. Raríssimos e dificílimos de obter, guardanapos ou papel higiénico. Seja parcimoniosa no uso para maximizar os resultados. Coloque dentro dos sapatos do seu marido/namorado/híbrido, mesmo junto à biqueira — não poderá fazê-lo, obviamente, se o danado resolver usar nesse dia mocassins em camurça -, o papel muito bem calcado e alisado. Experimente a calçá-los para ver se se percebe. Não? Então a maldade está perfeita. Aquilo que começará com uma pequena impressão, sapatos ligeiramente apertados, evoluirá para um grande incómodo, altura em que, por fim, o seu marido/namorado/ híbrido se dignará a descalçar-se e proceder a aturadas averiguações. Claro que ele lhe pedirá contas. Seja doce, seja linda, diga a verdade: gosto que penses em mim quando estás longe.
Ganhos: a sua relação já ganhou mais um ano de vida.
Conclusão: os homens gostam de saber que lhes damos importância.

















Li com o habitual entusiasmo — e o evidente risco de vida para qualquer leitor do feio sexo — este post de inventariações e lembrei-me de que acabou de sair um livrinho, “Dont Swallow Your Gum” sobre mitos, meia-verdades e conveniente mentiras sobre o nosso belo corpinho. Um dos tópicos estava ligado aos pezinhos que a Eugénia quer ver mal tratados e sofridos. E o tópico era o da putativa relação entre o tamanho dos pés masculinos e a dimensão desse apêndice em que se nos baterem vemos infernais estrelas. Como conto publicar o livro no começo de 2010 reservo conclusões sobre a eventual correlação para a dita data. Ponto prévio e único: não é com guardanapos e papel higiénico que se maximizam resultados!
As maldades são todas minhas, mas a malícia é toda sua, caro Manuel Fonseca. No entanto, e correndo o risco de maliciosas alfinetadas, sempre lhe adianto, apesar de não ter lido o livro que ainda não publicou, que há uma correlação positiva entre o tamanho do pé e o tamanho do sapato!
Genial! Eu sempre disse que sem um pouco de injustiça o mundo não faria qualquer sentido. A prova disso está aqui. Parabéns!
…kkkk…não há nada pior que sapato apertado…é torturante.…essa foi mesmo EuGenial!
Olá Turmalina, desta maldade que é má que se farta, gostou…
Caro António Eça, obrigada, mas permita-me uma pequenina correcção a uma gralha no seu comentário: (in) justiça.
Mas não era gralha, Eugénia! As mulheres são mais inteligentes que os homens. E além de inteligentes são, como dizia o pai de Alfredo (Dustin Hoffman em novinho, recém-casado com uma farmacêutica histérica, italiano e obviamente com problemas matrimoniais), «misteriosas e imprevisíveis, e é por isso que gostamos delas»… Quer maior injustiça?! Nós somos quase burros e feios, mistério nem vê-lo, e quanto a previsibilidade estamos falados.
A não ser que você ache que isso sim, é que é a verdadeira justiça!… Não é de todo impossível, a ver pelas receitas… ;-D