Quando estava no Geração de 60 - também estavam os agora gente morta Pedro N, Vasco e Pedro MS, e gostei muito - os posts mais certos (mais do que certos) que lá se publicavam eram os do Jorge Buescu que é, entre as muitas coisas talentosas que é, um cruel e temível matemático. Não me lembrei, nunca me lembrei, de lhe ler um poema, quase haiku, do imortal Jorge de Sena — mando-lho agora para saber se o Jorge dá científico aval a esta inocente matemática seniana:
No pórtico da casa, entre os lilases,
o par de namorados brincava de apertar-se as mãos
e de contar os dedos.
Havia sempre um dedo a mais.
ps- E não me esqueço das magníficas incursões teológico-filosóficas do Gonçalo Pistacchini Moita. Gostava, o meu antigo e acolhedor blog que me desculpe, de os ter, já bem mortos, aqui.


















Onde estaria esse perdido mindinho?