
Prefiro os Fellinis mais docemente melancólicos, aquele desconsolo à beira-mar, sem o peso e o azedume da maturidade, quando as criancices são, ainda, uma hipótese de vida: “I Vitelloni” (Sordi antes da sordidez), “Amarcord” (Gradisca e os cinemas de letras tombadas), “Casanova” (F.F. percebeu que Giacomo era, antes de mais, uma criança grande, e deu-lhe uma boneca mecânica para brincar…, saída dos irmãos Grimm e do kinetoscópio).
O Fellini de traço infantil — mesmo com as mulheres, sobretudo com as mulheres — é o Fellini mais mercurial e, por isso, o mais genuíno.

















Pedro,
No meu espirito, Fellini, desconsolo e beira-mar rimam com Julieta. Não consigo deixá-la de fora da minha lista.
Pois é. Não pela via de “Julieta dos Espíritos”, um patchwork, muito sixties, que não aguentou o peso do tempo. Mas a Giulieta de “As Noites de Cabiria” — talvez a obra-prima mais discreta de Fellini — merecia um ano de posts.