A morte é a curva na estrada

A Leonor Barros, d’A Curva da Estrada, honra-nos com chamada aqui e visitas e comentários. Ficámos clientes também do seu blog que está sob signo pessoano (ou é alberto caeiro?). Vai já a seguir para a nossa lista de recomendações.

Comentários a “A morte é a curva na estrada” (7)

  1. Leonor diz:

    Beijinho Manuel. Obrigada pelo destaque

  2. João Pedro Guimarães diz:

    Caro Manuel, aqui fica o famoso Funeral Blues do Auden

    Stop all the clocks, cut off the telephone,
    Prevent the dog from barking with a juicy bone,
    Silence the pianos and with muffled drum
    Bring out the coffin, let the mourners come.

    Let aeroplanes circle moaning overhead
    Scribbling on the sky the message He is Dead.
    Put crepe bows round the white necks of the public doves,
    Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

    He was my North, my South, my East and West,
    My working week and my Sunday rest,
    My noon, my midnight, my talk, my song;
    I thought that love would last forever: I was wrong.

    The stars are not wanted now; put out every one,
    Pack up the moon and dismantle the sun,
    Pour away the ocean and sweep up the woods;
    For nothing now can ever come to any good.

  3. manuel s. fonseca diz:

    Ó João Pedro, veja só que tive o descaramento de traduzir. Uma coisa miserável, em verso branco:

    Párem os relógios, cortem o telefone,
    Proibam o cão de ladrar ao osso apetitoso,
    Silenciem os pianos e ao toque abafado do tambor
    Tragam o caixão, deixem vir o cortejo fúnebre.

    Deixem os aviões gemendo em círculos lá no alto
    Rabiscar no céu a mensagem Ele Morreu,
    Ponham crepes nas alvas estátuas dos políticos,
    Deixem os polícias de trânsito usar negras luvas de algodão.

    Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Este e Oeste,
    A minha semana de trabalho, o meu descanso de Domingo,
    O meu meio-dia, minha meia-noite, a minha conversa, minha canção;
    Pensava que o amor duraria para sempre: estava enganado.

    As estrelas, já não as quero: apaguem-nas todas;
    Embrulhem a lua e desmontem o sol;
    Esvaziem o oceano e arrasem a floresta.
    Porque coisa nenhuma pode agora dar-me bem algum.

  4. João Pedro Guimarães diz:

    Ó Manel, a mim parece-me muito bem. Confesso que só fiquei com dúvidas no “Pon­ham crepes nas alvas está­tuas dos políti­cos” que traduziria, com muito menos nível, bem entendido, por “Ponham laços de papel nos alvos pescoços dos pombos públicos”. Enfim…

  5. Orcama diz:

    Quem me ajuda? Quem me ajuda?
    Em que filme terei eu visto e ouvido a declamação deste poema?

  6. Eugénia de Vasconcellos diz:

    Olá Orcama. Eu ajudo: foi no “Quatro casamentos e um funeral”, mais precisamente no funeral, no elogio de despedida.

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